Vulgo FK Biografia

Vulgo FK

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Vulgo FK construiu a carreira fazendo o caminho contrário do rap brasileiro tradicional: entrou pela melodia, e não pelo peso. Filype Kaique da Silva saiu dos covers caseiros gravados na internet para se tornar um dos artistas mais ouvidos do trap nacional.

Nascido em 28 de julho de 1996 e criado na periferia de São Paulo, ele ocupou um espaço que quase ninguém disputava por aqui: um rap cantado, com estrutura de R&B, feito para tocar tanto no fone quanto no carro.

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O apelido vem das próprias iniciais, e virou uma das assinaturas mais reconhecíveis da geração paulista formada no streaming.

Em 2023, o álbum “Perdas & Ganhos” chegou ao terceiro lugar entre os discos mais ouvidos do mundo no dia do lançamento, resultado raríssimo para um artista brasileiro de rap e o momento que separou a carreira dele em antes e depois.

Vulgo FK da periferia de São Paulo: os covers que abriram a porta

FK começou a cantar aos 16 anos. A primeira visibilidade não veio de música própria, e sim de versões que ele gravava de hits internacionais, principalmente faixas do americano Roddy Ricch, adaptadas para o português e para o clima brasileiro.

Aquilo funcionou como cartão de visitas num momento em que o público ainda descobria o trap melódico. Em 2017 ele lançou o primeiro single autoral, “Meu Bem”, puxado para o R&B, gênero que continuaria influenciando tudo o que veio depois.

A escolha era arriscada. O trap brasileiro daquele momento apostava quase todo no peso, na agressividade e no relato de rua. FK foi para o lado oposto, o da melodia e do romance, e encontrou um público que ainda não tinha representação clara na cena.

Essa aposta explica por que ele nunca soou como cópia de ninguém. Enquanto boa parte dos contemporâneos importava a estética do trap americano, FK importava o R&B, gênero com outra lógica de construção vocal.

Vulgo FK e MC Kevin: o telefonema que mudou a carreira

A virada de chave veio quando MC Kevin ouviu o trabalho dele. Kevin procurou FK por chamada de vídeo para elogiar o som e propor uma parceria, gesto que colocou o nome de um artista ainda desconhecido no radar da cena.

O peso desse aval não pode ser subestimado. Kevin era, naquele momento, um dos artistas mais influentes do funk e do trap brasileiro, e a validação dele funcionava como passe livre para o restante do meio.

Foi a partir dali que FK passou a emplacar faixas com alcance nacional, como “Oi, Como Cê Tá?”, “Meca Cereja”, “Dolce & Gabbana”, “Sal e Pimenta” e “Tropa do Mais Novo”.

Vulgo FK e “Perdas e Ganhos, Vol. 1”: o primeiro projeto

Em fevereiro de 2019 saiu o primeiro projeto longo, “Perdas e Ganhos, Vol. 1”, com oito faixas: “Flow Péricles”, “Fotos Suas”, “Não Dá”, “Amém”, “Lingerie”, “Preta”, “Tipo Iza” e “Meia Noite (Acústico)”.

Os títulos entregam a identidade dele já nessa fase. “Flow Péricles” e “Tipo Iza” citam abertamente nomes do pagode e do R&B brasileiro, e não do rap. É a declaração de origem de um artista que sempre esteve mais perto do canto do que do rap falado.

O disco firmou a assinatura dele e, principalmente, deu nome ao que viria a ser a série mais importante da carreira. Perdas e ganhos viraria o eixo temático de tudo o que ele lançaria depois.

Vulgo FK e “Perdas & Ganhos”: o álbum que virou fenômeno

Em 14 de julho de 2023 chegou “Perdas & Ganhos”, com quinze faixas. O disco estreou em terceiro lugar entre os álbuns mais ouvidos do mundo, resultado que colocou um artista brasileiro de rap no mesmo patamar de lançamentos internacionais.

O álbum é conceitual e a estrutura conta a história sozinha. Ele abre com “Perdas (Introdução)”, com Yokame, e traz “Ganhos (Interlúdio)” na sétima faixa, com Toledo e Yokame, dividindo literalmente o disco em duas metades: o que se perdeu e o que se conquistou.

A primeira parte reúne “Refém”, “Celine”, “Pra Que Isso?”, “Voltar No Tempo” e “Meu Neném”. A segunda traz “2023”, “Porsche Hortelã”, “Ballena”, “Amanda”, “Abre O Quarto”, “Jacaré No Peito”, “Não Me Liga Mais” e “Bad”.

As participações mostram o time que ele construiu: Pedro Lotto, Galdino, Wall Hein, Yokame, Toledo, Fepache, Honaiser, Ajaxx, Bvga Beatz e mathinvoker. Não são feats aleatórios, e sim um grupo recorrente que aparece disco após disco.

“Ballena”, com Pedro Lotto e Fepache, foi uma das faixas de maior alcance do projeto. Fora do álbum, “Mandona”, com Bvga Beatz e Kyan, e outras parcerias mostraram que ele também funcionava bem em coletivo, sem perder a assinatura.

Vulgo FK e “F**K SONGS”: o segundo álbum de estúdio

Em 24 de outubro de 2024 veio “F**K SONGS”, seu segundo álbum de estúdio, com dezesseis faixas, o projeto mais longo da carreira dele.

O repertório traz “USEM CAMISINHA”, “OI”, “FORA DE COGITAÇÃO”, “TÁ TARDE”, “FOGO E GASOLINA”, “Ô MANDRAKA”, “CABE NA MINHA MÃO”, o interlúdio “C.P.”, “MÉNAGE”, “LEONINO”, “ORDINÁRIA”, “PAUSA”, “IPHONE 15”, “CALVIN KLEIN”, “ENQUANTO CAI A CHUVA” e “ÁGUA AZUL”.

O título e as faixas assumem de vez o lado sensual e romântico que já vinha aparecendo. É um álbum de relacionamento, não de rua, e nisso ele se separa da maioria dos discos de trap lançados no mesmo período.

As participações se repetem em relação ao disco anterior, com Honaiser, Galdino e Toledo presentes em boa parte das faixas, além de Pedro Lotto, Gustah e a cantora Carol Biazin, num raro cruzamento com o pop.

Ele também passou a circular fora da própria bolha. Apareceu em estúdio com Djonga num encontro tratado como possível feat do ano, e dividiu a faixa “Intensidade” com KayBlack e WEY.

Vulgo FK e “FKAY”: o álbum conjunto com KayBlack

Em 25 de novembro de 2025, FK e KayBlack lançaram “FKAY”, álbum dividido pelos dois, com dez faixas. O título é a fusão dos dois nomes.

O disco traz “FLORES”, “TENTAR SER BREVE”, “BAILA LINDA”, “ERREI DNV”, “RELAÇÃO”, “CONFUNDE A MENTE”, “INTERFERIR”, “TEMPO PASSA”, “TIKTAK” e “FOTO BOMBA”, com participações de Fepache, Galdino, Honaiser, H4lfmeasures e Wall Hein.

A união fazia sentido. Os dois ocupam territórios próximos, entre o trap melódico e o relato, e já se cruzavam desde 2023, quando FK apareceu em “Sal e Pimenta”, do EP de estreia de KayBlack, ao lado de Veigh e Nagalli.

O projeto também marca uma tendência do momento: em vez de feats pontuais, os nomes fortes da nova geração passaram a lançar discos inteiros assinados em dupla, movimento repetido por Teto e WIU em “COLAPSO GLOBAL”.

Vulgo FK estilo musical e o time que o cerca

O traço mais evidente do som de Vulgo FK é a base de R&B por trás da estrutura de trap. A batida é de trap, mas a construção vocal e as harmonias vêm de outro lugar, o que dá às músicas dele uma textura mais suave que a média do gênero.

Os temas também destoam. Enquanto boa parte do trap paulista trabalha o relato de rua e a ostentação, ele fala de relacionamento, saudade, arrependimento e das cobranças que vêm junto com o dinheiro.

Outro dado que chama atenção é a constância do time. Honaiser, Galdino, Toledo, Pedro Lotto, Fepache e Wall Hein aparecem em disco após disco, formando um núcleo criativo estável, algo incomum numa cena em que os feats costumam ser negociados caso a caso.

Vulgo FK nome completo

Filype Kaique da Silva

Vulgo FK data de nascimento

Vulgo FK nasceu em 28 de Julho de 1996

Vulgo FK Signo

Signo de Leão

Vulgo FK Idade

Vulgo FK tem 30 anos de idade.

Vulgo FK Álbuns

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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