Chefin é um dos nomes mais jovens a chegar ao topo do trap brasileiro. Natanael Cauã Almeida de Souza saiu da Vila Kennedy, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e virou artista de alcance nacional antes mesmo de completar 20 anos.
Nascido em 14 de setembro de 2004, ele começou no funk ainda criança, por incentivo da avó, e migrou para o trap durante a pandemia, exatamente no momento em que o gênero explodia entre o público jovem brasileiro.
O nome artístico veio de um desenho animado, mas a carreira seguiu caminho oposto ao infantil. Em poucos anos ele acumulou centenas de milhões de reproduções, assinou com um dos selos mais fortes do rap carioca, venceu prêmio de TV e chegou a dividir faixa com um dos maiores artistas pop do mundo.
Hoje, com três álbuns de estúdio lançados, Chefin é um dos artistas que melhor representam a virada geracional do trap no Rio, com um som que transita entre a rua, o romance e o funk.
Chefin da Vila Kennedy: a avó, o funk e a migração para o trap
Chefin nasceu no Rio de Janeiro e cresceu na Vila Kennedy, bairro da Zona Oeste carioca criado nos anos 1960 para receber famílias removidas de favelas da Zona Sul. A origem aparece de forma direta nas letras, sobretudo no terceiro álbum.
A música entrou na vida dele aos 12 anos, pelo funk. Quem primeiro incentivou foi a avó, detalhe que ele já citou em entrevistas e que ajuda a explicar por que o gênero nunca saiu do repertório, mesmo depois da virada para o trap.
Essa virada aconteceu durante a pandemia de covid-19. Com o país parado e o consumo de música migrando de vez para as plataformas, o trap brasileiro viveu seu maior momento de crescimento, e foi ali que Chefin encontrou o formato que o tornaria conhecido.
O nome artístico veio de O Poderoso Chefinho, a animação. É um apelido que destoa completamente do padrão do gênero, normalmente marcado por referências de rua, e acabou pegando justamente por isso.
Chefin e “212”: o estouro e a chegada à Mainstreet
Chefin entrou de vez na música em 2020. O salto nacional veio com “212”, faixa que chegou ao quarto lugar da Billboard Brasil e passou de 200 milhões de reproduções, transformando um artista adolescente em nome conhecido do país inteiro.
Em 2022 ele assinou com a Mainstreet Records, selo carioca que reúne nomes como Orochi e Oruam. A Mainstreet foi determinante para a consolidação do trap carioca, e Chefin virou um dos rostos mais jovens da casa.
No mesmo ano ele venceu o MTV Millennial Awards Brasil na categoria Trap na Cena, prêmio que reconheceu a velocidade da ascensão dele. Entre o primeiro hit e o troféu se passaram cerca de dois anos.
Outras faixas ajudaram a manter a presença dele nas paradas entre um disco e outro, com destaque para “Deus É o Meu Guia” e “Historinha”.
Chefin e “A Nova Era”: o álbum de estreia pela Mainstreet
O primeiro álbum, “A Nova Era”, saiu em 7 de julho de 2022 com nove faixas. O título funcionava como declaração de intenções: era a chegada de uma geração nova ao trap carioca, e o disco abre justamente com a faixa-título, que traz participação da Mainstreet inteira.
O repertório reúne “A Nova Era”, “O Chamado”, “Plantou da Boca”, “Tropa do Mais Novo”, “FXR”, “Skatista”, “Toma Toma”, “Passado” e “Só Basta Crer”.
É um álbum de afirmação, mais próximo do trap de rua, com o artista se apresentando ao público como parte de um coletivo. A presença do selo na primeira e na última faixa reforça a ideia de time, e não de carreira solo isolada.
Chefin e “O Mais Novo Romântico”: a guinada para o amor
Um ano depois, em 3 de agosto de 2023, veio “O Mais Novo Romântico”, com oito faixas. A mudança de rota é evidente já no título.
O disco traz “Do Seu Lado”, “Primeira Dama”, “Opções”, “Última Coisa”, “Sentimento”, “Lembrança”, “Um Pouco Mais” e “Conexão”. É o trabalho mais solitário da carreira dele: com exceção da faixa de encerramento, que volta a trazer a Mainstreet, o álbum inteiro é assinado só por Chefin.
A escolha faz sentido dentro do movimento maior do trap brasileiro no período, quando vários artistas do gênero passaram a apostar no lado melódico e romântico para ampliar o público feminino e furar a bolha da rua.
O resultado consolidou uma dualidade que Chefin carrega até hoje: ele consegue ser tanto o artista de faixa pesada quanto o de música para ouvir no fone, sem que uma coisa anule a outra.
Chefin e “Nós Era Duro”: o retorno à rua e ao funk
O terceiro álbum, “Nós Era Duro”, chegou em 10 de dezembro de 2024 com onze faixas e é o trabalho mais autobiográfico dele. O título fala da origem, e o disco todo gira em torno da virada financeira e do que ficou para trás.
Diferente do anterior, este é um álbum coletivo. O repertório traz “CHEIA DE MARRA”, com MC Ryan SP, DJ GR e Lb Único, “NÓS ERA DURO”, “DEBOCHA DA MÍDIA”, “E QUANDO O BARCO BALANÇA?”, com DJ GR e MC Marks, “MENOR QUENTE”, “NEM PINTADA DE OURO”, com Dedey, “QUE IDEIA LOUCA…”, “ADORO ESSA VIDA $$$”, “RICO, NOVO E CHEFE”, com DJ Glenner, “OS MELHORES NISSO”, que reúne MC Smith, MC Th, MC Tikão, Lb Único e MC Rodson, e “RITMOZIN DE MALOKA”, com DJ Magrão do Btt.
A lista de convidados revela a intenção do projeto: em vez de trap puro, o disco puxa para o funk e para o baile, aproximando Chefin do público que o viu começar. Faixas como “DEBOCHA DA MÍDIA” também mostram um artista respondendo a críticas.
Em julho de 2025, o álbum ganhou uma versão remixada em parceria com o DJ Ramon Sucesso, movimento que reforçou a ligação do projeto com as pistas.
Chefin e Ed Sheeran: o alcance internacional
Um dos momentos mais improváveis da carreira foi a participação na versão brasileira de “2step”, do britânico Ed Sheeran. A faixa original saiu no álbum =, e o artista inglês passou a lançar versões regionais com nomes locais.
O convite colocou Chefin ao lado de um dos artistas pop mais ouvidos do planeta e serviu como reconhecimento internacional para um artista que, na época, tinha pouco mais de dois anos de carreira profissional.
Para o trap carioca, o feito teve peso simbólico: mostrou que o gênero produzido na Zona Oeste do Rio podia dividir crédito com o mainstream global sem precisar mudar de formato.
Chefin fora da música: moda e as joias que viraram notícia
A imagem de Chefin também virou negócio. Ele foi o rosto da campanha de aniversário da Kivah, da Kenner, marca de calçados com forte ligação com a cultura de rua brasileira.
As joias que ele usa ganharam noticiário próprio. Uma corrente de ouro avaliada em quase um milhão de reais foi roubada no Rio de Janeiro, episódio que repercutiu bem além do noticiário musical.
Mais tarde, a polícia apreendeu o famoso cordão de trevo do artista, peça que virou marca visual dele e aparece com frequência em clipes e fotos.
O tema das joias é recorrente no trap, mas no caso de Chefin ultrapassou a estética e virou assunto de página policial, o que diz muito sobre a exposição que um artista de 20 e poucos anos passou a ter no Brasil.
Chefin nome completo
Natanael Cauã Almeida de Souza
Chefin data de nascimento
Chefin nasceu em 14 de Setembro de 2004
Chefin Signo
Signo de Virgem
Chefin Idade
Chefin tem 22 anos de idade.
Chefin Álbuns




