Alaíde Costa e Emicida lançam “Só por Isso Eu Vim”, primeiro dueto dos dois

Primeiro dueto dos dois nasceu de uma música que Alaíde guardava pela metade havia décadas e anuncia o álbum "Meu Vício na Dor de Amar Demais".
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Alaíde Costa e Emicida lançaram nesta sexta-feira, dia 6 de novembro, o single “Só por Isso Eu Vim”. É a primeira vez que os dois cantam juntos numa mesma gravação, e a faixa abre caminho para “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, novo álbum da cantora, que chega no dia 26 de novembro.

A música tem pouco mais de três minutos e funciona como uma conversa. Alaíde abre a canção falando de timidez e saudade, e Emicida responde do outro lado da mesma história, décadas depois. O single já está no Spotify, na Apple Music e nas outras plataformas.

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Alaíde Costa e Emicida: como nasceu Só por Isso Eu Vim.

A história da faixa começa muito antes do estúdio. Segundo a Billboard Brasil, Alaíde guardava havia décadas a primeira metade de “Só por Isso Eu Vim”, mas nunca conseguiu terminar a música, porque sentia que faltava uma segunda parte. Foi o produtor Marcus Preto quem destravou a composição: ele gravou no celular Alaíde cantando o trecho à capela e mandou o áudio para Emicida, com a sugestão de que o rapper escrevesse uma resposta.

Emicida aceitou o desafio, e o resultado virou o dueto. A letra é construída em pergunta e resposta e fala de um amor platônico, mas evita dar um nome fechado à relação entre os dois personagens. Um dos pontos de referência da canção é Johnny Alf, pianista e compositor carioca que foi um dos precursores da bossa nova, com a canção “Ilusão à Toa”.

A gravação é enxuta, com Leo Mendes no violão e os sopros de Eduardo Neves, na flauta e no saxofone, e de Antonio Neves, no trompete e no trombone. Os dois são pai e filho. O arranjo deixa espaço para as vozes, o que faz sentido numa faixa em que a graça está no encontro de duas gerações cantando a mesma espera.

Meu Vício na Dor de Amar Demais: o novo álbum de Alaíde Costa.

“Só por Isso Eu Vim” é o cartão de visita de “Meu Vício na Dor de Amar Demais”, que sai no dia 26 de novembro com patrocínio do Natura Musical. O tema central do disco é o amor não correspondido, assunto que acompanha Alaíde desde o começo da carreira e que a própria Billboard chama de “estrada predileta” da cantora.

O álbum fecha uma trilogia que Alaíde gravou com o mesmo time: Marcus Preto e Emicida na produção, e Pupillo, baterista conhecido pelo trabalho com a Nação Zumbi, na direção artística. A série começou em 2022 com “O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim” e continuou em 2024 com “E o Tempo Agora Quer Voar”.

A parceria de Emicida com Alaíde Costa desde 2022.

A relação de Emicida com Alaíde não começou agora. Em “O Que Meus Calos Dizem Sobre Mim”, o rapper já aparecia como produtor e também como compositor, ao lado de nomes como João Bosco, Ivan Lins, Joyce e Nando Reis. O disco tinha oito faixas, sete delas inéditas, e foi premiado no 30º Prêmio da Música Brasileira. Para uma cantora que estreou em disco no fim dos anos 1950, junto com o nascimento da bossa nova, foi um retorno de peso.

Alaíde completa 91 anos no dia 8 de dezembro. Ao longo da carreira, gravou com Milton Nascimento em “Me Deixa em Paz”, faixa do “Clube da Esquina”, de 1972, e virou referência para gerações de cantoras da MPB. Para Emicida, que sempre fez questão de puxar a música brasileira para dentro do rap, o dueto é mais um capítulo de uma ponte que ele vem construindo desde o “AmarElo”. Na mesma sexta, aliás, outro nome do rap apostou no romance: Baco Exu do Blues e Marina Sena lançaram “Mon Amour”.

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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