TOKIODK Biografia
Foto: Divulgação

TOKIODK

Acompanhe os últimos lançamentos, notícias, nome completo, álbuns, idade e muito mais sobre TOKIODK.

TOKIODK é um dos nomes que colocaram o drill carioca no mapa. Nascido na Baixada Fluminense, ele morou cerca de dez anos na Rocinha, largou o emprego para virar motoboy e gravar em casa e transformou o álbum “Anti-Herói”, de 2022, numa virada de vida.

Um dos primeiros artistas ligados à HHR, a gravadora de L7NNON, Tokio, como é chamado, passou a dividir faixas com BK, Major RD e 2ZDinizz e, em 2026, viu uma música dele ganhar o mundo do futebol durante a Copa do Mundo.

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Hoje ele está no meio de uma trilogia de discos, iniciada com “INFRAÇÃO”, em que usa uma máscara brilhante como alter ego para falar de origem, raiva, amor e vulnerabilidade.

TOKIODK, da Baixada Fluminense à Rocinha

TOKIODK nasceu na Baixada Fluminense e foi criado no Rio de Janeiro. Morou por cerca de dez anos na Rocinha, na Zona Sul, e hoje vive na Zona Oeste da cidade. Nos créditos das plataformas de música, ele aparece como Patryck de Souza Moraes.

O talento com as palavras apareceu cedo, nas redações da escola. Mais tarde, Tokio entrou na faculdade de educação física e trabalhou como inspetor escolar, com um salário de R$ 900, enquanto tentava fazer música nas horas vagas.

As referências dele vão do rap nacional à MPB: Racionais MC’s, BK, Caetano Veloso e Djavan estão entre os nomes que ele cita como influência.

TOKIODK, o drill e os primeiros grupos

A carreira começou na cena de drill do Rio de Janeiro, um gênero que ainda dava os primeiros passos no país. Tokio fez parte do grupo Pragas Rare e foi um dos criadores do Covil da Bruxa, coletivo que nasceu no drill e depois se aproximou do grime londrino.

Segundo o próprio Tokio, a passagem pelo Brasil Grime Show foi a primeira vez que a carreira dele ganhou visibilidade fora do circuito do drill.

Em 5 de março de 2020, Tokio lançou o EP “Vigésimo Nível”, com três faixas: “Shevchenko”, “Drillrj”, com LEALL, e “Ofício”. O título “Drillrj” resumia bem o que ele e a geração dele estavam construindo.

TOKIODK, o motoboy e o álbum Anti-Herói

Para conseguir terminar o primeiro álbum, Tokio tomou uma decisão radical. “Larguei tudo para virar motoboy, para ter mais tempo de gravar”, contou ao Correio Braziliense. Ele trabalhava das 7h às 19h nas entregas e gravava o disco em casa depois do expediente.

“Anti-Herói” chegou em partes, em lançamentos a partir de setembro de 2022, e foi concluído em 18 de novembro, com dez faixas: “Antiheroi”, “Final da Liberta”, “Donda de Boteco”, “Gisele Bitch”, “Vilão”, “Leão ou Presa”, com Babidi, “3AM”, “Again”, “Dia de Baile” e “Farejador”.

O disco misturava drill e grime e foi a virada da carreira. Em poucos meses, Tokio passou a ganhar cerca de dez vezes o que recebia como inspetor escolar, e as faixas do álbum passaram de 13 milhões de streams.

TOKIODK, L7NNON e a HHR

Depois do sucesso inicial, Tokio contou que passou por contratos com gravadoras que não entendiam a identidade artística dele. A virada veio com L7NNON. Quando o rapper anunciou a criação da Hip Hop Rare, a HHR, em maio de 2023, Tokio já estava entre os primeiros perfis seguidos pelo selo.

Ele se tornou o primeiro rapper ligado à HHR, e foi com L7NNON que lançou “Raúl”, o primeiro single dele a passar de 1 milhão de visualizações no YouTube. “O Lennon é um dos melhores seres humanos que já conheci”, disse Tokio sobre o parceiro.

A conexão com a casa também rendeu parcerias com outros nomes do selo. Tokio participou de “Não Repara a Sujeira”, do álbum PATRONO, de 2ZDinizz, e emplacou faixas como “Zomba” e “Duas BB Linda”, além de um remix com sample de Ferrugem que viralizou no TikTok.

TOKIODK e o álbum Testemunhas de TOKIODK

Em 31 de outubro de 2024, ele lançou “Testemunhas de TOKIODK”, o trabalho mais longo da carreira, com 18 faixas e um time de convidados de peso: BK em “250 por Rota”, Tz da Coronel na faixa-título, L7NNON em “Gênios” e “Wandinha”, 2ZDinizz em “Zendaya”, Major RD em “SKYLINE”, Leviano em “Fucklove” e Juyè em “Nossa Música”.

Três meses depois, em 31 de janeiro de 2025, Tokio dividiu com Leviano o projeto “Empate Técnico”, com sete faixas como “A Comitiva”, “Queridinho do Chefe” e “Mais Grana e Menos Amigos (1º Tempo)”. O título e a divisão em tempos brincam com a linguagem do futebol.

Em setembro de 2025, ele gravou “Rubi Rose” com Kloe, e em 2026 foi escalado para festivais como o Alma Festival.

TOKIODK, INFRAÇÃO e o hit da Copa

Em 9 de fevereiro de 2026, pela Warner Music Brasil, Tokio abriu uma trilogia com “INFRAÇÃO (1º Ato)”. O disco tem 11 faixas, como “Discurso do Grammy”, “Venom”, “Amor Bandido”, com Maui, “Imperador”, “Ken Carson”, “Coração Negro” e “Vida Simples”, e foi construído a partir da figura do “anjo rebelde”, que confronta o sistema a partir da própria vivência.

A faixa que mudou o patamar da carreira foi “Nem Era Pra Eu Tá Aqui (Deus Que Me Escolheu)”, produzida por TerrorDosBeats. Durante a Copa do Mundo de 2026, a música viralizou entre jogadores, foi repostada por Vini Jr. no Instagram e passou de 40 milhões de reproduções e visualizações somadas, com quase 200 mil vídeos criados no TikTok e no Instagram.

As músicas de Tokio também passaram a embalar a entrada de atletas como Neymar e Charles do Bronx e de lutadores de MMA no octógono, inclusive na Rússia. “Minha música está falando mais do que a minha imagem”, resumiu ele.

TOKIODK e Estilhaços & Cicatrizes

O segundo ato saiu em 31 de agosto de 2026. “Estilhaços & Cicatrizes (2º Ato)” troca o confronto pela vulnerabilidade e abre com uma “Intro” ambientada numa sessão de terapia, com a psicóloga do rapper.

As sete faixas falam de amor que ficou para trás e da dificuldade de esquecer alguém: “Meu Amor É Seu”, “Elevador”, com Jenni, “Pode Me Ligar”, com Carla Sol, “Ciclo Encerrado”, “Preciso Te Esquecer”, com Vulgo FK, e “Gênio Indomável”, com Anchietx. A máscara brilhante, alter ego de Tokio, funciona como passagem para dizer o que ficaria guardado.

“Eu realmente não sei se vocês vão gostar do 2º Ato… mas a minha evolução musical é bizarra!”, escreveu antes do lançamento. Com 2,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify, ele chegou ao momento mais alto da carreira, e o terceiro e último ato da trilogia ainda não tem data.

TOKIODK nome verdadeiro

Nos créditos das plataformas de música, TOKIODK aparece como Patryck de Souza Moraes.

TOKIODK de onde é

TOKIODK nasceu na Baixada Fluminense, morou cerca de dez anos na Rocinha e hoje vive na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

TOKIODK Instagram

O perfil oficial do rapper é @tokiodk.

TOKIODK álbuns

Confira a discografia de TOKIODK, em ordem cronológica, do primeiro EP à trilogia INFRAÇÃO:

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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