Sony Music lança Filtr+, selo para artistas em ascensão, com O Kannalha como primeiro nome

Anunciado no dia 28 de outubro, o selo do Filtr Music estreia com "Café PQG" e pode levar artistas para a Sony Music ou a Som Livre
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Sony Music lança Filtr+, selo para artistas em ascensão

O Grupo Sony Music Brasil lançou o Filtr+, um selo voltado a artistas em ascensão. O anúncio foi feito no dia 28 de outubro, e o primeiro nome da casa já estava nas plataformas havia quase duas semanas: o cantor baiano O Kannalha, que lançou “Café PQG” no dia 16 de outubro. A sigla do título quer dizer “preto, quente e gostoso”.

O selo faz parte do Filtr Music, a marca de playlists e conteúdo da Sony, e funciona como uma porta de entrada para a gravadora. Quem for bem pode ser levado para o elenco da Sony Music ou da Som Livre, mas essa passagem não é automática.

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Como funciona o Filtr+, o novo selo da Sony Music

A ideia é trabalhar com artistas que já começaram a carreira por conta própria, têm músicas lançadas e uma relação com o público, mas estão num momento de crescimento ou perto de dar um passo maior. O Filtr+ não exige que o artista já seja conhecido. O que pesa na escolha, segundo a empresa, é o repertório, a identidade, a conexão com a audiência e o potencial de crescer, com dados de consumo e engajamento usados como apoio.

Cada projeto ganha um plano próprio, montado junto com o artista pelas equipes de A&R, a área que cuida de artistas e repertório. O acordo prevê distribuição e desenvolvimento artístico, com acesso ao alcance do Filtr no YouTube e nas playlists da marca. A duração dos contratos muda conforme o estágio de cada um, e não há limite de artistas. Se o trabalho der resultado, o grupo pode puxar o nome para a Sony Music ou para a Som Livre, por contrato de licenciamento ou de cessão artística.

O Filtr nasceu como curadoria de playlists e virou uma marca de conteúdo, com vídeos e eventos ao vivo. Para a Sony, o novo selo é o passo seguinte.

Levar essa experiência para a descoberta e o desenvolvimento de artistas é uma evolução natural da plataforma.

Wilson Lannes, COO do Grupo Sony Music Brasil

Segundo a empresa, o canal do Filtr no YouTube passou de 1 bilhão de visualizações em junho de 2026. A estrutura ganhou reforço em março deste ano, quando Bruno Batista assumiu como vice-presidente de A&R do Filtr Music.

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O selo começou pelo Nordeste, região em que a Sony quer ampliar a presença, e deve chegar às outras regiões depois. Na prática, o Filtr+ ocupa um espaço que antes ficava entre o artista independente e a grande gravadora: dá estrutura de major para quem ainda não tem tamanho para um contrato tradicional, e deixa a gravadora testar o artista antes de assumir um compromisso maior.

O Kannalha, de “O Baiano Tem o Molho” a “Café PQG”

A escolha do primeiro nome não foi por acaso. Danrlei Orrico, o O Kannalha, é cantor de pagodão de Salvador e começou a carreira em 2020. Em 2024, foi indicado ao Prêmio Multishow na categoria Axé/Pagodão do Ano, com “Nego Doce”. O grande salto veio com “O Baiano Tem o Molho”, que ele escreveu no começo de 2025 e que virou trilha paralela da campanha de Wagner Moura e de “O Agente Secreto” na temporada de prêmios. Vídeos de fãs com o ator dançando a música se espalharam, os dois subiram juntos ao palco numa pré-estreia em Salvador, e o refrão chegou a ser usado no perfil oficial do presidente Lula para comemorar o Globo de Ouro de Moura.

O sucesso levou O Kannalha a mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify. Em maio de 2026, ele se juntou ao Parangolé e a Igor Kannário em “Mostra Que Cê Sabe”, e no fim de outubro e começo de novembro tem duas datas no festival Rock the Mountain.

“Café PQG” marca a volta dele com música inédita e foi preparada como uma campanha. No começo de setembro, O Kannalha parou de postar nas redes e passou a divulgar uma suposta marca de café, o que deixou os fãs tentando adivinhar do que se tratava. O mistério só se desfez com o lançamento, e a divulgação agora segue com influenciadores, coreografia e vídeos curtos, de olho no verão.

Para a cena, o movimento da Sony mostra que as grandes gravadoras estão olhando para fora do eixo Rio e São Paulo e buscando artistas que já provaram que têm público. Resta ver quais serão os próximos nomes do Filtr+ e se o selo vai abrir espaço também para o rap e o trap nordestinos.

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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