Hungria Biografia
Foto divulgação: Instagram

Hungria

Acompanhe os últimos lançamentos, notícias, nome completo, álbuns, idade e muito mais sobre Hungria.

Hungria é provavelmente o rapper brasileiro que mais gente ouve sem se identificar como público de rap. Gustavo da Hungria Neves saiu de Ceilândia para acumular bilhões de visualizações e emplacar músicas que tocam do baile ao churrasco de família.

Nascido em 26 de maio de 1991 e criado em Cidade Ocidental, no entorno de Brasília, ele construiu uma carreira longe do eixo Rio e São Paulo. Por muito tempo isso foi tratado como desvantagem no mercado, e acabou virando exatamente a marca dele.

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O som mistura rap, melodia pop e um tom romântico que abriu as portas do sertanejo, do funk e do público de rádio, sem que ele precisasse abandonar o hip hop.

Os números explicam o tamanho do fenômeno: ele foi o primeiro rapper do Brasil a passar de 6 bilhões de visualizações no YouTube e figura entre os quarenta artistas brasileiros mais vistos da história da plataforma.

Hungria de Ceilândia a Cidade Ocidental: a base de tudo

Hungria nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal, filho de Rachel da Hungria, que trabalhou como empregada doméstica, e de Manoel Neves, funcionário público. A família se mudou para Cidade Ocidental, cidade goiana no entorno de Brasília, onde ele foi criado.

Começou a compor aos 8 anos, incentivado pelo irmão Leandro, hoje político, e por Kruel, vocalista do Bonde Tesão. Durante o ensino médio trabalhou como garçom num restaurante perto da escola. Chegou a entrar na faculdade, mas trancou o curso quando as faltas se acumularam por causa da música.

O sobrenome, que muita gente confunde com nome artístico, é de família. Ele apenas o adotou como assinatura, o que gera confusão recorrente entre o público que supõe se tratar de uma referência ao país europeu.

A origem no Centro-Oeste é um dado que atravessa toda a carreira. Numa indústria concentrada no eixo Rio e São Paulo, ele construiu a base de fãs primeiro no interior, no Norte e no Nordeste, e só depois foi reconhecido pelo mercado tradicional.

Hungria e o começo: “Hoje Tá Embaçado” e “Bens Materiais”

A primeira música lançada foi “Hoje Tá Embaçado”, em 2007, que chegou a 120 mil downloads numa época em que rap se distribuía por blog, MSN e sites de compartilhamento. No ano seguinte veio “Bens Materiais”, o primeiro hit de alcance nacional.

Em 2009 saiu “Hip Hop Tuning”, projeto de dezesseis faixas que começou como mixtape promocional e acabou virando o primeiro álbum dele. No mesmo ano participou do projeto Sentinela. Em 2011 veio “Bem Vindo Ao Meu Club”, dividido com o Son d’Play.

A virada profissional foi em 2013, quando ele passou a ser agenciado pela Best, do empresário Eduardo Bastos, parceria que segue até hoje. Foi ali que a carreira ganhou estrutura de mercado.

O EP “O Playboy Rodou”, de setembro de 2014, trouxe cinco faixas: “Sai do Meu Pé”, “Não Tenho Freio”, “O Playboy Rodou”, “Copo pro Alto” e “Bau dos Piratas”. A faixa-título passaria de 100 milhões de visualizações.

Ainda em 2014, “Cama de Casal” ganhou disco de ouro e chegou a somar 700 mil visualizações por dia, e “Insônia”, com Tribo da Periferia, virou um dos maiores sucessos da carreira. Em 2015 saiu o álbum “Meu Carona”, com onze faixas e mais de 50 mil downloads.

Hungria e a explosão de 2016: “Lembranças”, “Dubai” e “Astronauta”

O ano de 2016 foi o divisor de águas. “Lembranças” passou de 300 milhões de visualizações e virou o maior sucesso solo da carreira, chegando à trilha de Malhação: Viva a Diferença, na Globo.

Na mesma safra vieram “Astronauta” e “Dubai”, ambas na casa dos 100 milhões, além de “Provavelmente” e “Quebra-Cabeça”, parceria com Lucas Lucco que também passou dos 100 milhões.

Em 2017, “Coração de Aço” e “Não Troco” passaram dos 200 milhões cada. Em 2020, “Amor e Fé” superou 380 milhões e se tornou a faixa mais vista do catálogo dele, além de receber certificação de ouro.

O acúmulo levou a uma marca inédita: Hungria se tornou o primeiro rapper do Brasil a ultrapassar 6 bilhões de visualizações no YouTube. Em 2019 ele também foi apontado como o artista de rap brasileiro mais ouvido do Deezer.

Hungria fora da bolha: Gusttavo Lima, Mano Brown e o alcance popular

Poucos rappers brasileiros transitaram por tantos gêneros. Em 2017, “Eu Vou Te Buscar”, com Gusttavo Lima, recebeu platina tripla e liderou a Billboard Brasil, algo raríssimo para um artista de rap no país.

Do outro lado, ele buscou validação dentro do próprio hip hop. “Beijo Com Trap” (2018), com Mano Brown, passou de 200 milhões e aproximou Hungria da tradição do rap paulista, que até então mantinha distância do estilo mais pop dele.

Também emplacou no funk e no trap: “Cruzeiro da Revoada”, com MC Ryan SP, recebeu certificação de diamante, a mais alta do mercado brasileiro, e “Outro Patamar”, com MC Lipi, ficou com platina dupla. “Insônia 2”, com Tribo da Periferia e MC Ryan SP, também foi certificada.

A lista de parceiros passa ainda por Mr. Catra, em “Bolo Doido”, Cláudia Leitte, Whinderson Nunes, MC Paulin da Capital e Maneva, com quem gravou uma versão de “Zóio de Lula” em tributo a Chorão, do Charlie Brown Jr.

Entre 2017 e 2019 ele levou a carreira para fora do país, com turnês no Japão e nos Estados Unidos, movimento incomum para artistas de rap brasileiro naquele período.

Hungria discografia recente: acústicos, EPs e projetos ao vivo

Depois de “Meu Carona”, Hungria passou a apostar mais em EPs e formatos alternativos do que em álbuns longos de estúdio. Em 2016 ele gravou o “Hungria Hip Hop no Estúdio Showlivre”, lançado em 2017.

Em agosto de 2020 saiu “Cheiro do Mato (Acústico)”, que liderou o Spotify e a Apple Music no Brasil. O EP traz versões acústicas de cinco faixas do repertório dele: “Amor e Fé”, “Pisando na Lua”, “Hoje Ela Chorou”, “Super Herói” e “Um Pedido”.

Em 2021 veio o EP “Universo Particular”, que chegou ao quinto lugar do Spotify nacional e trouxe parcerias como “Favela no Topo”, com Nog e Kawe, e “Depois das Onze”, com MC Ruzika. No mesmo ano, “Jasmim”, com Robertinho de Recife, liderou o Crowley Charts.

A fase recente manteve o ritmo. “Velho Testamento, Pt. 1” saiu em novembro de 2024, com quatro faixas inéditas: “Tá Interessante (200 por Hora)”, “Chevette do Jacó”, “Mais Brabo Que Vovô” e “Contramão”.

Em dezembro veio o EP ao vivo “Virou Verão, Vol. 1”, e em fevereiro de 2025 o álbum ao vivo completo “Virou Verão”, com nove faixas gravadas em show, incluindo “Minha Quebrada”, “Eu Sou Brasileiro”, “Vagabundo de Luxo”, “Havaiana e Cordão de Ouro”, “Coisas da Vida” e “Só Deus”, esta com participação da Turma do Pagode.

Hungria prêmios, polêmicas e a questão de direitos autorais

Em 2018, ele venceu o Prêmio Multishow de Música Brasileira e o MTV Millennial Awards Brasil na categoria Beat BR, com “Coração de Aço”. São os dois principais troféus da carreira dele.

A trajetória também teve episódios de repercussão negativa. Em junho de 2019, uma festa em Brasília com jogadores da Seleção Brasileira, entre eles Miranda e Gabriel Jesus, terminou com a polícia acionada por vizinhos por causa de barulho, caso que dominou o noticiário por dias.

Outro episódio envolveu direitos autorais. O videoclipe de “Um Pedido” foi removido do YouTube quando já tinha 49 milhões de visualizações, após reivindicação de um estúdio chinês por uso não autorizado de sample. A questão foi resolvida depois, e a versão disponível nas plataformas teve o instrumental alterado.

Hungria vida pessoal e o filme sobre a própria história

Na vida pessoal, Hungria é pai de Isadora, nascida em 2017, fruto do relacionamento com Gabriela Sampaio. Ele se declara cristão, tema que aparece com frequência nas letras da fase mais recente, sobretudo em “Amor e Fé”.

Em 2024 ele perdeu o primo Chacall, também rapper, que morreu após um problema cardiovascular. O irmão mais velho, Leandro Hungria, seguiu carreira política.

A trajetória virou projeto de cinema. O longa Hungria: A Escolha de um Sonho está em produção, com Gabriel Santana no papel do rapper, e reconstitui momentos como a gravação do clipe de “Bens Materiais”. O título foi anunciado em 2022.

Em 2024, ele também levou a turnê “O Brabo!” para a Europa, reforçando um público que já vinha se formando entre brasileiros no exterior.

Hungria nome completo

Gustavo da Hungria Neves

Hungria data de nascimento

Hungria nasceu em 26 de Maio de 1991

Hungria Signo

Signo de Gêmeos

Hungria Idade

Hungria tem 35 anos de idade.

Hungria Álbuns

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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