Djonga
Djonga (Foto divulgação: Instagram)

Djonga

Acompanhe os últimos lançamentos, notícias, nome completo, álbuns, idade e muito mais sobre Djonga.

Gustavo Pereira Marques, conhecido artisticamente como Djonga, nasceu em 4 de junho de 1994, na Favela do Índio, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Rapper, cantor e compositor, ele cresceu nos bairros de São Lucas e Santa Efigênia, na Região Leste da capital mineira, filho de Ronaldo Marques e Rosângela Pereira Marques. Sua avó, Maria Eni Viana, é frequentemente citada pelo artista como uma das maiores referências de sua vida.

Hoje considerado um dos nomes mais importantes do rap nacional, o Djonga rapper construiu uma trajetória pautada por letras densas, crítica social afiada e um compromisso irreversível com a identidade negra e periférica. Em menos de uma década de carreira, o mineiro acumulou sete álbuns de estúdio, indicações internacionais e recordes históricos nas plataformas digitais — tudo isso vindo de onde poucos imaginavam.

Das Ruas de BH aos Saraus: A Origem de Djonga

A relação de Gustavo com a música começou muito antes dos holofotes. Por influência da família, ele cresceu num ambiente musical diverso, onde conviviam lado a lado o samba, a MPB e a black music. Milton Nascimento, Cartola, Elis Regina, Cazuza e Elza Soares faziam parte do cotidiano doméstico. Mas foi quando descobriu o funk e o rap, especialmente os Racionais MCs, que algo dentro dele virou.

Por volta de 2012, ainda no final do Ensino Médio, Gustavo passou a frequentar o Sarau Vira-Lata, evento de poesia de rua em Belo Horizonte. A princípio, ia apenas para ouvir. Com o tempo, a escuta virou escrita, e a escrita virou rima. Foi exatamente nesse espaço que surgiu o nome pelo qual o mundo passaria a conhecê-lo.

O rapper Hot, amigo próximo, tinha o hábito de chamar todo mundo com apelidos inventados na hora. Numa noite em que Gustavo chegou atrasado e pediu para o amigo escrever seu nome no papel de inscrição, ele anotou “Djonga”. O público riu, o jovem subiu ao palco, recitou — e o nome ficou.

A DV Tribo e os Primeiros Passos na Cena

Antes de consolidar a carreira solo, Djonga percorreu um caminho coletivo que foi fundamental para sua formação. Em parceria com o produtor Coyote Beats, lançou o EP “Fechando o Corpo”, com sete faixas que começaram a circular pela cena mineira. O trabalho chamou a atenção de DJ Hum, com quem gravou a faixa “Um Bom Maluco”, expandindo ainda mais seu alcance.

Em 2016, junto com Hot, Djonga fundou o grupo DV Tribo, reunindo também os artistas FBC, Clara Lima, Oreia e Coyote Beats. O coletivo ganhou visibilidade após uma cypher com a Pirâmide Perdida e logo o nome de Djonga começou a circular para além das fronteiras de Minas. A virada definitiva veio com a participação na faixa “Sujismundo”, do rapper baiano Baco Exu do Blues — música que explodiu nas plataformas e apresentou o rapper mineiro para o Brasil inteiro.

Vale citar que o artista chegou a cursar História na Universidade Federal de Ouro Preto, trancando o curso a um semestre da conclusão para se dedicar integralmente à música. Uma escolha que, pelos resultados, ficou longe de ser arrependimento.

Heresia e o Reconhecimento Nacional

No dia 13 de março de 2017, Djonga lançou “Heresia“, seu primeiro álbum de estúdio, e com ele entrou de vez no mapa do rap brasileiro. O disco trazia críticas sociais contundentes e um discurso de empoderamento negro que soou como soco no estômago de quem ouviu. A capa já era um manifesto: uma releitura do lendário “Clube da Esquina”, de Milton Nascimento e Lô Borges, mas com o próprio Djonga rapper no lugar das crianças originais.

A repercussão foi imediata. A revista Rolling Stone Brasil elegeu “Heresia” como o melhor álbum do ano, e a faixa “O Mundo é Nosso”, com participação do carioca BK’, concorreu ao prêmio Red Bull de melhor música de 2017, chegando ao sétimo lugar.

O disco ainda rendeu a Djonga uma indicação ao prêmio da APCA, a Associação Paulista de Críticos de Arte. Com apenas o primeiro trabalho, o rapper mineiro já havia se transformado num nome incontornável da cena.

Desde então, o dia 13 de Março passou a ser uma data sagrada na carreira do artista — e para o rap nacional como um todo. Todos os seus álbuns foram lançados nessa data, que com o tempo foi se tornando uma espécie de celebração coletiva entre os fãs.

Uma Discografia Marcada por Denúncia e Identidade

Em 2018, exatamente um ano depois, Djonga voltou com “O Menino que Queria ser Deus”, aprofundando a reflexão sobre ascensão social, autoestima negra e os obstáculos impostos pelo racismo estrutural. O trabalho contou com participações de Sant, Karol Conká e Hot Apocalypse, e consolidou a maturidade lírica do artista.

“Ladrão” chegou em 2019 trazendo parcerias com nomes do funk e do rap, incluindo Filipe Ret e MC Kaio, além da banda mineira Rosa Neon, que participou de quatro faixas do projeto. Desse disco saiu “Leal“, música que ultrapassa a casa dos 170 milhões de streams no Spotify até hoje e demonstra que Djonga não vive apenas de protesto — quando fala de afeto, também acerta em cheio.

O ano de 2020 foi marcado pelo lançamento de “Histórias da Minha Área“, considerado um dos álbuns mais importantes do rap nacional naquela década. O disco foi gravado na casa da avó do rapper, no bairro de São Lucas, em Belo Horizonte, e contou com backing vocal de Marina Sena, ainda integrante da banda Rosa Neon.

O hit “Hat-Trick” se tornou hino e a frase extraída de “Olho de Tigre” — “Fogo nos racistas” — já havia se transformado num grito de protesto amplamente reproduzido pelo movimento negro. Em setembro de 2020, Djonga se tornou o primeiro brasileiro indicado ao BET Hip Hop Awards, na categoria de Melhor Artista Internacional, concorrendo com rappers da África do Sul, França, Reino Unido e Quênia. Com apenas quatro anos de carreira.

Em 2021, o álbum “NU” deu continuidade ao ciclo, seguido por “O Dono do Lugar” em 2022 — disco que alcançou a quarta maior estreia de rap da história do Spotify no Brasil e entrou no Top 7 do Spotify Global. No mesmo ano, Djonga se tornou o primeiro rapper a figurar na lista Forbes Under 30 no Brasil, além de ter seu rosto estampado na Times Square, em Nova York, numa ação de divulgação do lançamento. Fatos que, vindos da Favela do Índio, carregam um peso simbólico que vai muito além dos números.

O Dono do Lugar e a Consagração

Com “O Dono do Lugar”, Djonga entregou ao público uma obra densa e multifacetada, com participações de peso: Milton Nascimento, o mineiro de coração, aparece na faixa “Demoro a Dormir”, enquanto Samuel Rosa assina uma das colaborações mais celebradas do projeto. Ver o rapper que cresceu ouvindo MPB dividindo faixa com um de seus ídolos de infância foi um dos momentos mais simbólicos de sua carreira.

Inocente Demotape e a Evolução Artística

Em outubro de 2023, no dia 13, Djonga lançou “Inocente Demotape”, seu sétimo álbum de estúdio, pelo selo A Quadrilha — gravadora que ele mesmo fundou. O projeto marcou uma virada sonora e temática: pela primeira vez, o artista se permitiu falar de amor, desejo, cotidiano e leveza com a mesma entrega que sempre trouxe às músicas de protesto. Trap, hall, dance e Jersey Club dividem espaço com a voz agora explorada com mais liberdade, inclusive com uso consciente de autotune.

O disco contou com participações de Veigh, MC Cabelinho, TZ da Coronel, Iza Sabino e outros artistas de diferentes regiões do Brasil, superando a marca de 50 milhões de streams nas plataformas digitais logo após o lançamento. A turnê que se seguiu percorreu as principais capitais do país, confirmando que Djonga rapper continua sendo presença obrigatória nos grandes palcos.

Legado, Prêmios e Impacto Cultural

Ao longo de sua trajetória, Djonga acumulou prêmios como o MTV Millennial Awards nas categorias Beat BR em 2019 e 2020, além do Troféu APCA de Artista do Ano em 2019. Mas o legado do rapper vai além de qualquer estatueta ou posição em ranking.

O artista construiu uma obra que funciona como espelho e escudo para a juventude negra e periférica do Brasil. Sua frase “Fogo nos racistas”, retirada de “Olho de Tigre”, se tornou um símbolo de resistência que transcende o rap. Djonga demonstra orgulho constante de suas raízes mineiras, valorizando publicamente a cena cultural de BH e posicionando Minas Gerais no centro do mapa do rap nacional.

Com sete álbuns, mais de uma centena de participações, recordes históricos e a rara capacidade de renovar sem perder a essência, Djonga segue sendo um dos artistas mais completos e coerentes do Brasil contemporâneo. De um sarau de poesia na periferia de Belo Horizonte ao mundo.

Djonga nome completo

Gustavo Pereira Marques

Djonga data de nascimento

4 de junho de 1994

Djonga Signo

Gêmeos

Djonga Idade

Djonga tem 31 anos de idade.

Djonga álbuns

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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