Felp 22 é um dos pioneiros do trap carioca. À frente do Cacife Clandestino, grupo que fundou com o produtor Terror dos Beats, ele ajudou a levar o gênero das favelas da Zona Sul do Rio para os grandes palcos, incluindo o Rock in Rio, antes de construir uma carreira solo com mais de meia dúzia de discos.
Nascido em Santa Catarina e criado em Botafogo, Felp também é empresário. Cofundou a Medellin Records, criou a marca de roupas Marginal Supply e empresaria o DJ WC no Beat, e se tornou um dos nomes mais respeitados da geração que pavimentou o caminho para o trap atual.
Em 2026, mais de uma década depois dos primeiros sucessos, ele segue lançando e voltou às origens do boom bap com “Minha Cota”, ao lado de Mãolee.
Felp 22 de Santa Catarina ao Santa Marta
Felipe Laurindo de Carvalho nasceu em 2 de julho de 1992, em Guarda do Embaú, praia do litoral de Santa Catarina. Ainda criança, se mudou para o Rio de Janeiro para morar com o pai, na Zona Sul da cidade, e foi em Botafogo que ele cresceu.
As primeiras referências musicais vieram da terra natal, com o samba e o reggae, e depois do rap nacional e americano. Aos 12 anos, ele já rimava. O começo foi no projeto “Visão da Favela”, organizado por MC Fiel na favela Santa Marta, onde Felp fez rap ao lado de MC Rozendo.
A ligação com o morro de Botafogo nunca saiu da obra dele. Anos depois, Felp batizou uma faixa de “Santa Marta” e outra de “Litoral Sul”, lembrando os dois lugares que formaram a história dele.
Felp 22, Terror dos Beats e o nascimento do Cacife Clandestino
O primeiro grupo veio em 2008. Felp formou o 9021 com Terror dos Beats e Cyon e lançou alguns singles. Em 2011, ele e Terror dos Beats começaram o projeto “Esse é Meu Estilo” e, no mesmo ano, fundaram o duo que mudaria a carreira dos dois: o Cacife Clandestino.
O grupo apostou cedo no trap, num momento em que o gênero ainda engatinhava no Brasil. O primeiro álbum, “Sonho de Rua”, saiu no começo da década e abriu espaço para uma sequência de lançamentos que fez do Cacife uma das referências do novo rap carioca.
Em 2012, Felp também fundou com os parceiros a Medellin Records, gravadora e selo independente do Rio de Janeiro. O nome, inspirado na cidade colombiana, virou marca registrada do grupo e aparece em faixas como “Medellin Gang”.
Felp 22 e o sucesso do Cacife Clandestino
Os hits vieram em sequência. “Ladra de Salto” e “Beija-Flor” passaram de dezenas de milhões de reproduções, e “Só Me Ligar”, de 2015, reuniu Luccas Carlos e a ConeCrewDiretoria. Em 29 de fevereiro de 2016, o Cacife lançou “Conteúdo Explícito, Pt. 1”, assinado por Cacife Clandestino e Felp 22, com 15 faixas, entre elas “Entre o Rap e o Crime”, “F. E. L. P. 22”, “Vilã”, “Joias & Armas”, “Só Vitória” e “Hino”.
No mesmo ano saiu “Cacife Gold, Vol. 1”, em parceria com o Costa Gold, que ganhou um segundo volume em 2017, ano também do álbum “Marginal”. Depois vieram “Ouro Latino”, em 2018, e “Conteúdo Explícito Part. 2”, em 2019, este lançado como álbum visual dividido em 14 episódios.
O grupo chegou aos maiores palcos do país. Em 27 de setembro de 2019, o Cacife Clandestino tocou no Palco Supernova do Rock in Rio. Em dezembro de 2022, comemorou dez anos de carreira com um DVD acústico gravado ao vivo no Circo Voador, no Rio, com banda, cordas e sopros.
Felp 22, o empresário
Paralelamente à música, Felp construiu uma carreira de empresário. Em 2017, fundou a marca de roupas Marginal Supply, e em 2019 a Medellin Records assinou com a Sony Music Brasil. Pelo selo, ele empresaria o DJ e produtor WC no Beat, que também tem trabalhos com o Cacife.
A visão de negócio se estendeu ao exterior. Em 2019, Felp participou do Trapperz, projeto criado pelo Spotify e gravado em Miami, ao lado de artistas como Duki e Rauw Alejandro. Em junho de 2021, foi o único brasileiro selecionado para um camp de composição da Warner Chappell na República Dominicana, com 25 artistas.
Em 2022, ele usou essa rede de contatos para abrir portas a um jovem artista colombiano, convidado para gravar num estúdio da Warner Music em Madri.
Felp 22 e o começo da carreira solo
A carreira solo ganhou corpo em 2018, com o EP “Iluminartes”, dividido com Spinardi, com faixas como “Reunião de Esgoto”, “Nefertiti”, com Rael, e “R.I.C.O”. No mesmo ano saiu o projeto “Marginais BoomBap”, e em 2019 vieram singles como “Tocando El Cielo” e “HBO”.
Em 24 de abril de 2020, Felp lançou “Jogador Caro”, o primeiro trabalho inteiramente solo, com oito faixas como “Iraq Mob”, “Linda e Doida”, “Gestão Inteligente” e “Trem da Sul”. Três meses depois, em 3 de julho, veio “Gelato”, com nove faixas, entre elas “Vulgo Proibido”, “Cozinha” e “Apenas Negócios”.
Os dois discos mostraram um Felp mais solto do que no Cacife, alternando o trap de rua com faixas românticas como “Te Deixo Voar”, single com Luccas Carlos daquele mesmo ano.
Felp 22 e o álbum Melhor Momento
O disco mais importante da carreira solo saiu em 2 de julho de 2021, no dia do aniversário dele. “Melhor Momento” tem 17 faixas lançadas pela Medellin, entre elas “Tempo Bom”, “Conexão Jamaica”, “Acredite em Você”, “Fênix”, “Litoral Sul”, “Setor”, “M.V.P.” e “Obrigado Mundo”.
“Acredite em Você” e “Setor” estão entre as músicas mais conhecidas dele, e o álbum ganhou tanto peso na trajetória de Felp que, anos depois, recebeu uma continuação. No mesmo ano, ele lançou “Brabão de Pegar”, com 2T do Arrocha e WC no Beat, e “La Familia”, do projeto internacional Multiplica.
Felp 22, Joias do Bairro e Censurado pela Mídia
Em 22 de julho de 2022, Felp lançou “Joias do Bairro”, o trabalho solo com mais convidados de peso: Tz da Coronel em “Ai Calica”, Luccas Carlos e Veigh em “Cifrão”, MC Maneirinho em “Melhor Que Paris”, MC Cabelinho em “Guerreiro”, Vulgo FK e Budah em “Malibu” e L7NNON em “Topo”.
O ano seguinte trouxe “Censurado pela Mídia, Amado pelas Ruas”, de 4 de agosto de 2023, com 15 faixas. O título já diz muito sobre como Felp enxerga a própria trajetória, e faixas como “22”, “Todos Odeiam o Felp”, “Trap House”, com Brandão85, e “Nossos Crias” reforçam o tom de afirmação.
Felp 22, Melhor Momento Pt. 2 e a volta ao boom bap
Em 18 de abril de 2024, Felp lançou “Melhor Momento, Pt. 2”, com 22 faixas, o disco mais longo da carreira. É ali que estão “Santa Marta”, “Acredite em Você, Pt. 2”, “Nipsey”, “Das Esquinas ao Sucesso” e “Mandamentos das Ruas”, faixas que revisitam a trajetória do rapper. Em 2025, o primeiro “Melhor Momento” ganhou uma edição deluxe.
Em outubro de 2026, ele abriu a série TUDUBOM REC#1, do selo de Mãolee, com “Minha Cota”, faixa que olha para a era de ouro do rap carioca. Na letra, Felp fala de conquistas, empresas e da ascensão que veio para além da música.
Segundo o site oficial do artista, a soma da carreira passa de 2,5 bilhões de streams em todas as plataformas, entre o trabalho solo e o Cacife Clandestino.
Felp 22 nome completo
Felipe Laurindo de Carvalho.
Felp 22 data de nascimento
Felp 22 nasceu em 2 de julho de 1992, em Guarda do Embaú, em Santa Catarina.
Felp 22 signo
Signo de Câncer.
Felp 22 idade
Felp 22 tem 34 anos de idade.
Felp 22 álbuns
Confira a discografia de Felp 22 nas plataformas, em ordem cronológica, do álbum com o Cacife Clandestino ao segundo Melhor Momento:









