Matuê se encontra com Michèle Lamy, ícone da moda de vanguarda, em Paris

Matuê encontrou Michèle Lamy, sócia e musa de Rick Owens, em Paris. Saiba quem é a francesa que já trabalhou com Travis Scott e A$AP Rocky.
Matuê e Michèle Lamy sentados lado a lado em Paris
Foto: Reprodução/Instagram

Matuê se encontrou com Michèle Lamy, uma das figuras mais reconhecidas da moda de vanguarda, nesta terça-feira , dia 29 de Setembro, em Paris. O rapper cearense publicou os registros nas redes sociais: em uma das fotos, os dois aparecem sentados lado a lado, Matuê de regata branca e jeans, com a cabeça apoiada na da francesa, cercados por araras de roupas e manequins vestidos com longas franjas verde-oliva.

Lamy é sócia, parceira criativa e musa do estilista norte-americano Rick Owens, que também aparece nos posts feitos pelo rapper. Para quem acompanha a relação de Matuê com a moda, o encontro não surpreende: ele vem construindo uma identidade visual cada vez mais ligada às grifes e à estética de vanguarda, e Lamy é, há décadas, uma das pontes mais sólidas entre esse universo e a música.

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Quem é Michèle Lamy

Nascida em 1944, na região do Jura, na França, Michèle Lamy teve uma trajetória que não passa nem perto do caminho tradicional da moda. Estudou direito, chegou a atuar como advogada criminalista e frequentou as aulas do filósofo Gilles Deleuze antes de trocar a França pelos Estados Unidos, no fim dos anos 1970. Morou em Nova York e depois se instalou em Los Angeles, onde lançou a própria marca de roupas, a Lamy, em 1984.

Foi à frente da marca que, em 1990, ela contratou um jovem modelista chamado Rick Owens. A relação profissional virou sociedade e, depois, casamento: os dois se mudaram para Paris em 2001 e se casaram em 2006. No meio do caminho, Lamy ainda comandou em Los Angeles restaurantes que viraram ponto de encontro de artistas e celebridades, como o Les Deux Cafés, aberto em 1996 e frequentado por nomes como Madonna.

Dentro da Owenscorp, a empresa do casal, Lamy comanda a linha de móveis que leva o nome de Owens, peças tão reconhecíveis quanto as roupas da grife. Fora dela, construiu uma carreira própria como artista, com performances que passaram duas vezes pela Bienal de Veneza, em 2015 e 2019, uma banda chamada Lavascar e participações em clipes de artistas como FKA twigs. O visual também virou assinatura: os anéis empilhados nos dedos e o traço desenhado na testa, que aparecem na foto com Matuê, são reconhecidos em qualquer passarela.

A ponte entre Michèle Lamy e o rap

A relação de Lamy com a música urbana não é de hoje, e dois trabalhos explicam por que o encontro com um rapper faz tanto sentido. Na Circus Maximus Tour, de Travis Scott, ela foi convidada a criar o The Glade, um espaço de bastidor pensado como refúgio para o artista, que viajou com o show nos dois anos em que ele rodou o mundo. A Circus Maximus terminou entre as turnês de rap de maior arrecadação da história.

Antes disso, em 2015, Lamy assinou a direção de arte de “At.Long.Last.A$AP”, segundo álbum de A$AP Rocky, um dos rappers que mais aproximaram o hip hop americano das grandes casas de moda. Não por acaso, a grife de Rick Owens se tornou referência para boa parte do rap e do trap, dos Estados Unidos ao Brasil, com peças que aparecem em clipes, capas e shows de artistas da cena.

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O peso da dupla no mundo da moda ficou evidente com a retrospectiva “Temple of Love”, dedicada a Rick Owens no Palais Galliera, museu da moda de Paris. A exposição, que teve Lamy como figura central, ficou em cartaz de junho de 2025 a janeiro de 2026 e recebeu cerca de 136 mil visitantes.

Matuê e a moda

Do lado de Matuê, a moda deixou de ser detalhe e passou a ser parte do trabalho. O cearense trata o visual com o mesmo cuidado que dedica ao som, e isso aparece nos palcos: no Rock in Rio Lisboa, por exemplo, ele levou ao Palco Mundo uma estética que misturava futurismo distópico e cangaço, com figurino e cenografia pensados como extensão das músicas.

Esse cuidado acompanha o tamanho que ele alcançou na música. Dono da 30PRAUM, Matuê tem dois álbuns que passaram da marca de um bilhão de reproduções, “Máquina do Tempo” e “333”, e é um dos artistas brasileiros com mais trânsito fora do país. Circular por Paris ao lado de nomes como Lamy e Owens coloca o trap nacional em um ambiente que, até pouco tempo atrás, era reservado a astros do rap americano.

Confira os registros do encontro publicados por Matuê:

Matuê encosta a cabeça em Michèle Lamy durante encontro em Paris

Fotos e vídeo: Reprodução/Instagram.

Nenhum projeto em conjunto foi anunciado: por enquanto, os registros mostram apenas o encontro. Ainda assim, a foto coloca Matuê ao lado de uma figura que já trabalhou com Travis Scott e A$AP Rocky, num momento em que o trap brasileiro ganha cada vez mais espaço nos círculos da moda internacional.

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NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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