Duquesa é uma das vozes mais fortes do rap brasileiro da década. Nascida em Feira de Santana, no interior da Bahia, ela gravou o primeiro refrão aos 15 anos, entrou para a Boogie Naipe, a produtora de Mano Brown, e transformou dois álbuns chamados “TAURUS” em referência para uma geração de mulheres no rap.
As letras de Duquesa misturam desejo, autoestima, dinheiro e independência com uma ironia afiada, e a sonoridade passeia entre o rap, o trap, o R&B e o pop. Em poucos anos, ela foi capa de revista, venceu prêmios, tocou no Rock in Rio e no The Town e chegou ao Tiny Desk Brasil.
Por trás da persona que se apresenta como realeza, há uma trajetória de muito trabalho fora da música, de loja de departamento a telemarketing, até que o sonho de viver de rap virou realidade.
Duquesa de Feira de Santana ao primeiro refrão
Jeysa Ribeiro Conceição nasceu em 1º de maio de 2000, em Feira de Santana, a segunda maior cidade da Bahia. Foi ali que ela começou a compor e a gravar ainda na adolescência, numa cena local de rap que já tinha seus próprios grupos e produtores.
A estreia aconteceu em 2015, quando ela tinha 15 anos. Por indicação do produtor Robert Beats, Jeysa gravou o refrão de “Só Guardei pra Mim”, música do grupo feirense Sincronia Primordial. Foi o primeiro registro da voz que, anos depois, o país inteiro conheceria como Duquesa.
O caminho até viver de música, porém, foi longo. Duquesa trabalhou em loja de departamento e em telemarketing, chegou a vender feijoada e ouviu de um ex-chefe de uma rádio que o sonho de viver da música não daria certo. Ela também só se dedicou integralmente à carreira depois de terminar a faculdade.
Duquesa, os primeiros singles e a Boogie Naipe
Os primeiros lançamentos com o nome Duquesa vieram em 2019. Ela soltou o single “Diz” e participou de faixas da cantora baiana Ju Moraes, “Eu Quero Você”, e de Rincon Sapiência, “Amor e Calor”. No carnaval de 2020, já se apresentava nos circuitos alternativos de Salvador.
A virada profissional veio com a Boogie Naipe, a produtora fundada por Mano Brown, Eliane Dias e família, que também cuida da carreira dos Racionais MC’s. Com a estrutura da empresa, Duquesa passou a lançar com frequência a partir de 2021, ano em que foi indicada na categoria Prestatenção do MTV Millennial Awards.
Os singles daquela fase, como “HIGH”, “Gemini”, com Yunk Vino, e “versace”, ajudaram a desenhar a identidade dela: rimas rápidas, refrões cantados e um olhar feminino que não pede licença.
Duquesa e o EP Sinto Muito
A projeção nacional chegou com o EP “Sinto Muito”, lançado em 11 de novembro de 2022. São seis faixas: a faixa-título, “Escolhe”, “Duas da Manhã”, “Não Há”, com Chris MC, “2000” e “Carta para Mim Mesma”, todas lançadas antes como singles ao longo daquele ano.
Faixas como “2000”, título que coincide com o ano de nascimento dela, e “Carta para Mim Mesma” mostravam o lado mais pessoal de Duquesa, que nunca separou a vida da obra. No mesmo período, ela dividiu com Rashid e Yunk Vino a faixa “A Música Cria, a Rua Transforma”.
Duquesa e o álbum TAURUS
O álbum de estreia, “TAURUS”, saiu em 30 de junho de 2023. O nome faz referência ao signo de Touro, o dela, e o disco tem oito faixas, todas com letras escritas por Duquesa, na maior parte das vezes sozinha.
Entre as músicas estão “Classudona”, com Cronista do Morro, “Única”, “Big D”, “Glória”, “Parece um Vampiro” e “99 Problemas”, com Mc Luanna, que venceu o WME Awards 2023 na categoria Música Alternativa. A produção ficou principalmente com Go Dassisti e THS, parceiros que seguem ao lado dela até hoje.
Naquele ano, Duquesa também estampou a capa da terceira edição da Billboard Brasil, dedicada a 2023 como o ano da música urbana, e foi indicada como Revelação no WME Awards. Em dezembro, lançou “Primeiro de Maio (Gostosas Inteligentes)”, título que coincide com o dia do aniversário dela.
Duquesa e o sucesso de Taurus, Vol. 2
A continuação veio em 10 de maio de 2024. “Taurus, Vol. 2” tem 13 faixas e é o disco que conquistou de vez o público, com mais de 176 milhões de streams. As participações vão de Baco Exu do Blues, em “Banco do Carona”, a Tasha & Tracie, em “Disk P@#$%&!”, passando por Jovem Dex, em “Milionário e José Rico”, e Urias, em “Pose”.
Um dos destaques do álbum é “Purple Rain”, com Yunk Vino e produção de Go Dassisti, que concorreu como Música Urbana do Ano no Prêmio Multishow 2024. Na mesma premiação, Duquesa disputou a categoria Revelação do Ano. Em “Vermelho e Preto”, ela fala da experiência de ter sido capa da Billboard.
“Quando a gente atravessa a porta [do sucesso], ninguém avisa que é muito doloroso”, disse na época do lançamento. Meses depois, ela definiu o crescimento rápido como “assustador”, mas também “muito legal”.
Duquesa, os prêmios e os grandes palcos
O ano de 2024 consolidou Duquesa entre os grandes nomes do rap. Ela venceu o Prêmio Potências como Revelação, foi indicada ao BET Awards, o principal prêmio da música negra dos Estados Unidos, e se apresentou no Rock in Rio. Em agosto, lotou o show de lançamento de “Taurus, Vol. 2” no Audio, em São Paulo, com convidadas como Tasha & Tracie, Ajuliacosta e Mc Luanna.
Em 2025, ela fez parte do “Poetisas no Topo 4”, ao lado de Negra Li, Luedji Luna, Clara Lima, Cynthia Luz, Boombeat e Azzy, e voltou ao Poesia Acústica na edição 17. Também se apresentou no The Town, em São Paulo, e em festivais como o Sintonia e o Batekoo.
Duquesa costuma dizer que virou uma espécie de “fada madrinha” para as fãs, que contam a ela como as músicas influenciaram decisões sobre faculdade, negócios e até o fim de relacionamentos abusivos.
Duquesa e o EP SIX.
Em 29 de agosto de 2025, Duquesa lançou o EP “SIX.”, com sete faixas produzidas por Go Dassisti, IORIGUN e THS. O projeto mistura rap, R&B e house e reúne “Fuso”, o remix com Tz da Coronel, “Number One”, com a rapper francesa LEYS, “No Meu Club”, “TÃOQUENTE”, “toda garota como eu” e “Quantas coisas cabem na minha bag?”.
O EP cumpria o que ela tinha anunciado no começo do ano: fazer “músicas rápidas”, feitas para dançar e curtir, e não para reflexões profundas. Em dezembro, o clipe de “Number One” marcou a entrada de Duquesa no YouTube Foundry, programa de apoio a artistas independentes.
As parcerias também cresceram. Em outubro de 2024, ela gravou “FOGO E GASOLINA” com Vulgo FK, e em novembro de 2025 dividiu “Energy” com Ludmilla e Ajuliacosta, ampliando o alcance para além do rap.
Duquesa, o Tiny Desk e a fase atual
Em 3 de março de 2026, Duquesa estreou no Tiny Desk Brasil com uma banda formada só por mulheres negras, de teclado e guitarra a bateria, baixo, trompete e backing vocals. “Eu queria uma banda feminina e de mulheres negras em todos os instrumentos”, explicou.
Poucos dias depois, ela lançou com Budah o single “VIP (ninguém te conhece)”, parceria que o público cobrava havia muito tempo. Em julho, a Renner colocou nas lojas duas camisetas de edição limitada da Duquesa, e em setembro ela participou de “Corre”, faixa do álbum de Sant, ao lado de 2ZDinizz e Clara Lima.
Segundo a imprensa, o catálogo dela já passa de 750 milhões de streams nas plataformas digitais, um número que ajuda a medir o tamanho que a menina de Feira de Santana alcançou.
Duquesa nome completo
Jeysa Ribeiro Conceição.
Duquesa data de nascimento
Duquesa nasceu em 1º de maio de 2000, em Feira de Santana, na Bahia.
Duquesa signo
Signo de Touro.
Duquesa idade
Duquesa tem 26 anos de idade.
Duquesa álbuns
Confira a discografia de Duquesa, em ordem cronológica, do EP de estreia Sinto Muito ao EP SIX.:





