O Spotify escolheu São Paulo para estrear um evento feito para os fãs mais dedicados. Anunciado nesta terça-feira (6), o SFX, sigla de Spotify Superfans Experience, acontece nos dias 23 e 24 de janeiro de 2027, no Distrito Anhembi, e é o primeiro evento presencial da plataforma dedicado à cultura de fãs pensado como um projeto global. A realização é em parceria com a Omelete Company, a empresa por trás da CCXP.
Para quem acompanha o rap, o domingo é o dia a marcar no calendário: estão confirmados Matuê, Veigh, MC Hariel, MC Livinho, NandaTsunami e Duquesa. Ao todo, serão 18 mil ingressos para os dois dias, cerca de 9 mil por dia.
O line-up do SFX
A programação inicial reúne 15 artistas e três podcasts. No sábado, 23 de janeiro, estão confirmados Ana Laura Lopes, Carol Biazin, Juliette, LUDMILLA, Luísa Sonza, Marina Sena, Pabllo Vittar, Pedro Sampaio e Puterrier, além dos podcasts NÃO IMPORTA, POD de Chique e Um Milkshake Chamado Wanda. No domingo, 24, é a vez de Matuê, Veigh, MC Hariel, MC Livinho, NandaTsunami e Duquesa.
O SFX não vai ser um festival comum. A programação mistura shows e experiências imersivas, criadas com os próprios artistas, as gravadoras e as equipes de cada um, para aproximar os nomes do line-up dos fãs mais engajados. Os detalhes dessas atividades ainda não foram divulgados, e o Spotify promete anunciar novos nomes até chegar a cerca de 30 atrações.
O domingo junta alguns dos nomes mais ouvidos do país. Veigh, por exemplo, terminou setembro como o artista de rap e trap com mais ouvintes mensais no Spotify, segundo o Charts do Rap Nacional, e Matuê aparece entre os dez primeiros do mesmo ranking.

Como comprar ingressos
A venda acontece pelo site Mundo Ticket e começa em duas etapas. A pré-venda, exclusiva para assinantes do Spotify Premium, abre nesta quinta-feira (8), ao meio-dia, e os ouvintes Premium mais assíduos de cada artista recebem um código de acesso pela própria plataforma. A venda geral começa em 13 de outubro, também ao meio-dia.
No primeiro lote, o ingresso para um dia custa R$ 410 a inteira e R$ 205 a meia-entrada. O pacote para os dois dias sai por R$ 656 a inteira e R$ 328 a meia.
Por que o Brasil
A escolha do país para a estreia tem números por trás. Segundo o Spotify, artistas brasileiros geraram mais de R$ 1,6 bilhão em royalties na plataforma em 2024, uma alta de 31% em relação ao ano anterior e mais que o dobro do registrado em 2021. A música brasileira soma mais de 25 milhões de horas de reprodução por dia, dentro e fora do país.
A empresa também vê no Brasil uma das comunidades de fãs mais ativas e organizadas do mundo. “A cultura de fãs se tornou uma das forças mais relevantes da cultura”, afirmou Marina Burini, líder de estratégia de negócios criativos do Spotify para a América Latina, que descreve o SFX como a tradução, ao vivo, do que a plataforma aprendeu sobre como essas comunidades se formam e se conectam com os artistas.
A corrida pelos superfãs
O evento é o passo mais ambicioso de uma estratégia que domina a indústria da música desde 2024: transformar o público mais engajado em uma fonte maior de receita. Em junho, o Spotify lançou nos Estados Unidos o Reserved, sistema que identifica os maiores fãs de cada artista e guarda ingressos para eles antes da venda geral. As concorrentes seguem o mesmo caminho, e a Deezer, por exemplo, trouxe ao país o Deezer Club, com ingressos, eventos e descontos para assinantes.
Para os artistas, entender esse público virou parte do trabalho. Se você faz música e quer saber como identificar e trabalhar com os seus superfãs, a RAP MÍDIA preparou um material completo sobre o assunto no Guia dos Superfãs.





