O rapper Luiz Barata, um dos nomes que mais se destaca no rap alternativo brasileiro, acaba de inaugurar uma fase de intensa experimentação sonora com o lançamento do single “Lili”. A faixa, distribuída pela MusicPRO, chegou nesta terça-feira, 25, em todas as plataformas digitais, e rapidamente se posicionou como um ponto de virada na discografia do artista, que já é reverenciado por sua identidade singular e pela forma como mescla o pós-boombap com o hip hop contemporâneo.
Quem acompanha o trabalho de Luiz Barata sabe que ele constrói pontes entre o underground e a sofisticação lírica. Seu catálogo já inclui os aclamados álbuns Não matem as baratas e Pragas urbanas, que estabeleceram sua voz única na cena. Além disso, suas parcerias estratégicas, especialmente as colaborações com Nitcho – responsáveis por hits como “Sei Bem”, “Bruxo” e “Confessionário” –, já ultrapassaram a marca de um milhão e setecentas mil reproduções, solidificando a presença de Barata no circuito independente.
A Profundidade e o Chill de ‘Lili’
Em “Lili”, a proposta é clara: levar o ouvinte para um território onde o groove se encontra com a psicodelia. A nova canção de Luiz Barata não é apenas uma música; é uma atmosfera densa, construída sobre uma base de boombap moderno com um clima inegavelmente chill. A narrativa da faixa é introspectiva, explorando temas de desejo e distância, mas sem nunca perder o ritmo envolvente que é característico do artista.
Essa transição para o hip hop experimental reforça por que veículos especializados continuam apontando Barata como uma das vozes mais consistentes e originais da nova geração. O artista não se acomoda nas fórmulas e demonstra coragem em expandir seus horizontes musicais. Recentemente, ele também marcou presença em projetos relevantes como “Primo de Segundo Grau” e a “Guanabara Mixtape”, ao lado de oGermano, e encerrou uma turnê de sucesso pelo Sudeste, confirmando sua força no palco.
O lançamento de “Lili” é um marco que sinaliza o amadurecimento artístico de Luiz Barata. A faixa prova que é possível infundir complexidade e experimentação na música urbana sem sacrificar a essência rítmica do hip hop.

