Dourada da ponta dos cravos ao logo da marca, a nova Mercurial Superfly 11 de Mbappé chega com um recado direto: quando você é artilheiro histórico de Copas do Mundo, uma edição comum não dá conta do recado. A Nike apostou tudo na cor do metal mais valioso do esporte para embrulhar a trajetória do atacante francês em um único par de chuteiras.
O lançamento acontece pouco depois do fim da Copa do Mundo de 2026, torneio que durou 39 dias e terminou com a França fora da decisão, eliminada pela Espanha, campeã da edição. Mesmo com a queda precoce da seleção francesa, Mbappé fechou a competição como artilheiro isolado: 10 gols na campanha e 22 gols acumulados em Mundiais, número que o coloca como maior goleador da história das Copas.


Um design que carrega a história de dois mundiais
A colorway escolhida para a Mercurial Superfly 11 de Mbappé recebeu o nome de “Mtlc Gold/Green Glow/White”, e cada cor ali tem função narrativa. O dourado metálico do upper é a referência direta às conquistas do jogador nos gramados mais importantes do planeta, enquanto o branco entra como contraponto discreto, evitando que o conjunto fique pesado demais.
O verde-água que aparece nos detalhes da marca não é escolha aleatória. Ele remete à camisa reserva da seleção francesa para a Copa de 2026, peça inspirada na doação da Estátua da Liberdade aos Estados Unidos, no fim do século XIX. O tom também fecha um ciclo pessoal: é o mesmo verde que marcou a primeira chuteira de assinatura do craque, a “Bondy Dream”, batizada em homenagem à cidade onde ele nasceu.
Os símbolos que contam a trajetória de Mbappé
É no acabamento que a chuteira deixa de ser só uma peça de performance. No calcanhar, uma faixa preta reúne uma seleção de símbolos ligados ao jogador: o monograma “KM”, uma coroa, o número “999” e o galo, emblema clássico do futebol francês. A composição funciona como uma pequena linha do tempo gravada no material.
No solado, a Nike optou por cravar a frase “Hungry For More” (faminto por mais), lema que resume bem um atleta que segue batendo recordes mesmo depois de já ter reescrito boa parte deles. Ao lado da inscrição está “XCVIII”, numeral romano para 98, referência direta ao ano de nascimento de Mbappé, 1998.
O upper em FlyWeave Ultra ganha acabamento metálico texturizado, o que faz o dourado reagir de forma diferente conforme a luz e o ângulo. O Swoosh, posicionado na lateral do antepé, aparece em verde-menta, criando contraste que chama atenção mesmo à distância. Um detalhe pensado para um jogador que atua sob os holofotes das maiores competições do mundo.


Uma dupla Chuteira de Ouro e um novo patamar na Mercurial
A tecnologia Zoom Air exposta na sola, também em verde-menta, retoma a mensagem “Hungry For More” e completa o pacote de customização. Mbappé chegou a essa segunda Chuteira de Ouro consecutiva ainda com pouco mais de 20 anos, um marco que poucos atletas do futebol mundial conseguiram sustentar em sequência.
A linha Mercurial sempre foi terreno de experimentação da Nike com seus jogadores mais rápidos e decisivos, e o histórico de Mbappé com o modelo já rendeu outras edições marcantes ao longo da carreira. A diferença aqui é que o dourado não é só estética: ele fecha o argumento de uma campanha em que o número 22 (gols em Copas) e o número 10 (gols só na edição de 2026) falam mais alto que qualquer texto de divulgação.
A chuteira dourada tem lançamento previsto para segunda-feira, 10 de agosto, pelo site da Nike e em lojas selecionadas. Para quem acompanha o cruzamento cada vez mais frequente entre streetwear, moda de rua e o universo esportivo, casos como esse mostram como o drip virou parte inseparável da narrativa de um atleta, tanto quanto o gol que ele marca em campo.







