Carlos Cardoso Faria, amplamente conhecido na cena como MC Estudante, foi alvo de uma nova ação policial nesta segunda-feira. Agentes da 19ª DP, da Tijuca, cumpriram um mandado de prisão preventiva contra o artista em Vargem Pequena, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O motivo central que fez com que MC Estudante fosse preso novamente é o descumprimento de uma medida protetiva. O artista é réu em um processo que apura agressões contra sua ex-namorada, Maria Eduarda Paim. Segundo as investigações e o relato da vítima, o contato proibido ocorreu poucos dias após o rapper ter recebido o benefício da liberdade provisória.
A cronologia dos fatos revela um padrão que chamou a atenção do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em outubro de 2025, o MC já havia sido detido pelo mesmo motivo, permanecendo sob custódia até o final do ano. A liberdade, que parecia uma oportunidade de reabilitação social, durou pouco.
De acordo com informações apuradas, Estudante teria realizado uma ligação telefônica para a ex-namorada no último dia 6 de janeiro, violando diretamente a ordem de distanciamento e proibição de qualquer tipo de comunicação.
Ao ser abordado pelos policiais na casa de sua mãe, o rapper não ofereceu resistência. No entanto, o peso da decisão judicial proferida na última sexta-feira destaca o que a magistrada classificou como comportamento irreverente por parte do representado. Para o sistema judiciário, a repetição do erro em um curto intervalo de tempo demonstra um desrespeito às medidas de proteção impostas para garantir a integridade física e psicológica da vítima.
Maria Eduarda Paim relatou que, embora esteja bem, a tentativa de contato causou preocupação, sendo necessária a intervenção imediata das autoridades para assegurar sua segurança.
O histórico do caso e a estratégia da defesa
Além da acusação de agressão que originou a medida protetiva, o artista responde a outras investigações conduzidas pela polícia fluminense. O histórico conturbado tem sido um entrave para a ascensão do MC, que outrora era visto como uma promessa dentro da nossa cultura.
A defesa de Carlos Cardoso Faria, liderada pelo advogado Reinaldo Máximo, sustenta uma versão diferente para o ocorrido. Segundo os representantes legais, o contato telefônico que motivou a nova prisão, teria sido acidental.
A defesa alega que o próprio MC Estudante buscou a delegacia para registrar o suposto incidente técnico, tentando demonstrar boa-fé. Contudo, essa justificativa não foi suficiente para convencer o plantão judiciário, que priorizou a proteção da mulher e a manutenção da ordem legal.

