Carro em que Tupac Shakur foi baleado está a venda por mais de R$ 9 milhões

Conheça a história da BMW de Tupac Shakur, o luxuoso 750iL restaurado que testemunhou a morte do ícone do rap e hoje é uma das relíquias mais caras do mundo.

A cultura hip-hop é repleta de símbolos que transcendem o tempo, mas nenhum deles carrega uma carga emocional e histórica tão densa quanto o veículo que testemunhou o fim de uma era. A icônica BMW de Tupac Shakur, o sedã de luxo onde o rapper foi fatalmente alvejado em 1996, continua sendo um dos itens mais enigmáticos e valiosos do mercado de colecionadores.

Mais do que um automóvel de alto desempenho, o modelo se tornou um monumento físico a um dos crimes não resolvidos mais discutidos da música mundial, representando a intersecção entre o glamour da Death Row Records e a violência que cercava a cena urbana naquela década.

Atentado de Tupac

Na noite de 7 de setembro de 1996, Las Vegas fervilhava com a adrenalina da luta entre Mike Tyson e Bruce Seldon no MGM Grand. Após o evento, Tupac Shakur deixou o local no banco do passageiro de uma BMW 750iL preta, conduzida por Suge Knight. O veículo, com sua carroceria estendida e motor V12 de 326 cavalos, era o ápice do luxo automotivo da época, simbolizando o poder que a gravadora Death Row exercia na indústria.

Curiosamente, a BMW de Tupac Shakur não pertencia ao artista, mas era um carro alugado oficialmente pela empresa para uso durante a estadia em Nevada, um detalhe que hoje é comprovado por documentos de locação que acompanham a venda do item.

O ataque ocorreu em um semáforo próximo à Strip de Las Vegas, quando um Cadillac branco emparelhou com o sedã alemão e disparou diversas vezes. Tupac foi atingido por quatro tiros, vindo a falecer seis dias depois no hospital.

Desde aquele momento, o carro deixou de ser apenas um meio de transporte para se transformar em uma prova forense e, posteriormente, em uma relíquia histórica que carrega as cicatrizes invisíveis de um dos capítulos mais sombrios do rap norte-americano.

Carro de Tupac após atentado

Que fim levou o carro em que Tupac foi baleado

Após o encerramento das investigações iniciais, o veículo passou por diversos proprietários e colecionadores privados. Hoje, a BMW de Tupac Shakur está sob a custódia da Celebrity Cars Las Vegas, que tenta comercializar o automóvel por uma cifra impressionante de 1,75 milhão de dólares, aproximadamente 9,5 milhões de reais em conversão direta. O alto valor reflete a exclusividade da peça, mas também levanta debates sobre a natureza do colecionismo de itens ligados a crimes trágicos.

Um dos pontos que mais gera discussão entre especialistas e fãs é o estado atual de conservação do carro. O sedã passou por um processo meticuloso de restauração, onde os buracos de bala foram devidamente reparados e a pintura foi renovada para recuperar o brilho original de fábrica.

Embora mantenha o motor V12, o revestimento de couro preto e as rodas originais da época, a ausência das marcas físicas do atentado é apontada por alguns como um fator que dificulta a venda. Para o comprador de alto nível, o valor reside na autenticidade da tragédia, e a “limpeza” estética do veículo pode ter removido parte da aura que justificaria um investimento tão alto.

O simbolismo cultural de uma relíquia urbana

A permanência da BMW de Tupac Shakur no mercado, sem encontrar um comprador definitivo há anos, demonstra que o interesse pelo rapper permanece vivo, mas também evidencia a complexidade de possuir um objeto com tal histórico.

O carro já foi destaque em programas de televisão como Trato Feito e passou por leilões fechados sem atingir a reserva estipulada. Isso sugere que, para a comunidade do rap e para o público em geral, o veículo funciona melhor como uma peça de museu, um lembrete visual da genialidade interrompida de Shakur, do que como um bem de consumo privado.

Enquanto o mistério sobre quem realmente ordenou o ataque continua a alimentar teorias da conspiração e documentários, o sedã permanece em exposição em Nevada, servindo como um elo físico com o passado. A BMW de Tupac Shakur é, em última análise, o capítulo final de uma narrativa sobre ascensão, poder e a fragilidade da vida no topo da cultura urbana.

Para o portal RAP MÍDIA, acompanhar o destino desta peça é mais do que cobrir o mercado de luxo; é observar como a história do hip-hop é preservada, precificada e mantida na memória coletiva através dos seus símbolos mais pesados.

NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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