O Complexo Durival de Britto recebe neste sábado, dia 11 de Julho, uma combinação que o público de Curitiba não vai esquecer tão cedo: quartas de final da Copa do Mundo na telona e Matuê no palco logo depois. O rapper cearense é a principal atração do Festival Ginga Curitiba, evento que une transmissões do Mundial de 2026, shows e competições esportivas num espaço de mais de dois mil metros quadrados montado especialmente para a temporada da Copa.
A lógica do festival é simples e ambiciosa ao mesmo tempo: juntar futebol, música e convivência num formato que o brasileiro já conhece dos bares e das praças, mas escalado para outro nível. Portões abrem às 16h, a partida entre Noruega e Inglaterra pelas quartas de final entra no ar, e quando o apito final soar, Matuê assume. Tília e DJ Flem completam a noite.
O peso do nome no palco
Colocar Matuê numa programação desse tipo não é aleatório. O artista tem um dos catálogos mais reconhecíveis do rap nacional dos últimos anos: “Máquina do Tempo”, “Quer Voar” e “Vampiro” cruzaram barreiras de nicho e chegaram a públicos muito além da bolha do rap. Num evento como o Ginga, onde boa parte da plateia vai chegar pelo futebol e ficar pelo show, esse tipo de repertório funciona exatamente porque transita entre universos.
Um festival que quer construir uma experiência precisa desse tipo de artista. O nome traz quem já é fã, e a música faz o trabalho de conquistar quem ainda não conhece.
Copa do Mundo como cenário
O Festival Ginga Curitiba funciona de 13 de junho a 19 de julho, acompanhando o calendário do Mundial. Oito telões para as partidas, praça de alimentação, áreas exclusivas e uma etapa do Campeonato Brasileiro de Clubes de futevôlei compõem a estrutura. João Gilberto, sócio da CWB Brasil, explicou a proposta:
O Ginga foi pensado para reunir tudo aquilo que faz parte da paixão do brasileiro: futebol, música e momentos de celebração. Receber um artista como o Matuê em uma das fases decisivas da Copa reforça essa proposta de proporcionar uma experiência completa ao público.
O lineup completo do festival ao longo das semanas inclui Bruninho e Davi, Tomate, Henrique e Diego, Sundayz, Ariel B e Banda Eva. Para a final, no dia 19 de julho, a organização reservou o Sundayz, projeto que reúne Dubdogz e 5521, com portões abrindo às 14h.
Curitiba dentro do mapa
Curitiba tem uma cena própria e uma relação particular com o rap nacional, mas grandes shows da envergadura de Matuê no Festival Ginga Curitiba ainda são datas que movimentam a cidade de um jeito diferente. A proposta do Ginga de ancorar o show dentro de um evento de Copa cria um contexto favorável: o público já está aquecido, já está junto, e a energia do futebol transfere direto para o show. Não é a primeira vez que festivais de Copa tentam essa fusão, mas a escala montada no Durival de Britto coloca o Ginga numa categoria acima do que Curitiba costuma ver nesse formato.
Ingressos para o evento estão disponíveis na plataforma Sympla. O show acontece neste sábado. Se a noite seguir a lógica que o festival prometeu, o público sai do Durival de Britto tendo vivido duas coisas ao mesmo tempo: Copa do Mundo e rap. Pior combinação jamais houve.





