MC Poze do Rodo, uma das maiores vozes do funk carioca, foi vítima de um assalto dentro de sua própria residência na madrugada desta Terca Feira, dia 31 de Março. O assalto à mansão MC Poze não apenas resultou em perdas financeiras astronômicas, estimadas em R$ 2 milhões, mas também expôs a vulnerabilidade de figuras públicas diante da criminalidade organizada que assola a capital fluminense.
De acordo com os depoimentos colhidos pela Polícia Civil na 42ª DP, a ação criminosa teve início por volta das 2h30 da manhã e durou cerca de 40 minutos de puro terror. O grupo, composto por pelo menos oito homens armados com fuzis e pistolas e usando capuzes para esconder o rosto, teria acessado o condomínio de luxo através de uma área de mata vizinha.
A estratégia indica um planejamento prévio, focado em evitar a portaria principal e aproveitar pontos cegos da segurança perimetral do local.
Detalhes da violência e o terror psicológico no Recreio
Durante a invasão, o cantor estava acompanhado de amigos e familiares quando foi rendido. O relato oficial sobre o assalto mansão MC Poze é acompanhado de descrições brutais de violência física. Poze afirmou às autoridades que foi mantido refém sob a mira de armas pesadas e sofreu agressões com socos e chutes enquanto estava amarrado.
A pressão psicológica foi constante, com os criminosos alegando que a invasão teria sido ordenada por lideranças de facções criminosas, embora essa informação ainda esteja sob investigação rigorosa da inteligência policial.
Enquanto parte do bando vigiava os reféns, o restante dos criminosos revirava os cômodos em busca de bens de alto valor. O prejuízo declarado pelo funkeiro impressiona pela rapidez com que os itens foram subtraídos. Entre os objetos levados estão cerca de R$ 15 mil em espécie, diversos aparelhos celulares de última geração, roupas de grife, perfumes importados e relógios de luxo.
No entanto, o núcleo do prejuízo financeiro reside no roubo das joias, que compunham a identidade visual ostentada pelo artista em seus clipes e shows.
A reincidência do prejuízo e o valor das joias roubadas
Um ponto que chama a atenção no desdobramento deste assalto mansão MC Poze é o histórico das peças roubadas. Grande parte do lote de cordões de ouro e joias que os criminosos levaram havia sido apreendida pela Polícia Civil em novembro de 2024, em uma operação anterior.

Esses bens só foram restituídos ao cantor em abril de 2025 por determinação judicial, após sua defesa comprovar a origem lícita do patrimônio. Menos de um ano após recuperar seu acervo, o artista volta a sofrer um revés patrimonial significativo, o que levanta debates sobre a segurança em condomínios de alto padrão no Rio.
Atualmente, equipes do 31º BPM e agentes da 42ª DP trabalham em conjunto para identificar os responsáveis pelo crime. A perícia técnica já foi realizada no imóvel e imagens de câmeras de segurança de casas vizinhas e das vias de acesso ao Recreio estão sendo analisadas.

