Artistas mais ouvidos do Spotify – Fevereiro 2026

Oruam isolado e a volta de MC Cabelinho: veja quem são os artistas mais ouvidos do Spotify em fevereiro de 2026 e como o cenário do rap nacional se transformou.
Artistas mais ouvidos do Spotify – Março 2026

O mês de fevereiro costuma ditar o ritmo do ano para a indústria fonográfica brasileira. Com a energia do Carnaval e o auge do verão, a disputa pelo topo das paradas reflete não apenas a qualidade das produções, mas a capacidade de conexão emocional com o público nas ruas.

O ranking dos artistas mais ouvidos do Spotify em fevereiro de 2026 revelou uma hegemonia que há muito tempo não se via no cenário do rap e do trap nacional. Oruam, que já vinha de um janeiro vitorioso, não apenas manteve sua coroa, mas estabeleceu uma distância que beira o inacreditável em relação aos seus pares, consolidando-se como o fenômeno absoluto da atualidade.

Enquanto o primeiro mês do ano foi marcado por uma leve ressaca pós-festas, fevereiro trouxe uma dinâmica de crescimento para nomes que souberam aproveitar o timing das redes sociais e das apresentações ao vivo. A grande surpresa, no entanto, não está apenas em quem subiu, mas em quem desapareceu do radar principal.

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Os 10 Artistas de Rap/Trap Mais Ouvidos em Fevereiro de 2026

PosiçãoArtistaOuvintes MensaisVariação (vs. Janeiro)
Manteve 1Oruam+ de 12.614.585+1.479.170
Manteve 2L7nnon+ de 9.463.550-388.450
Subiu 3Filipe Ret+ de 9.286.548+156.601
Manteve 4Veigh+ de 8.569.825-708.159
Subiu 5Vulgo FK+ de 8.463.987+193.616
Manteve 6Orochi+ de 8.416.877+114.330
Subiu 7Xamã+ de 8.362.485+194.137
Subiu 8KayBlack+ de 7.963.219-153.990
Retornou 9Mc Cabelinho+ de 7.825.483Retorno
Manteve 10Matuê+ de 7.732.159-103.726
Fonte: Dados públicos do Spotify. Comparativo com base em variações de Janeiro e Fevereiro de 2026.

A ausência de Bin, que ocupava o terceiro lugar no mês anterior, mostra o quanto a volatilidade do streaming pode ser cruel. Para se manter entre os 10 artistas do Rap e Trap mais ouvidos do Spotify, não basta apenas um hit momentâneo; é necessária uma presença constante e uma base de fãs que consuma o catálogo de forma orgânica e incansável.

A ascensão imparável de Oruam e a estabilidade do Rio de Janeiro

Se em janeiro Oruam era o único a ostentar a marca de dez milhões, em fevereiro ele elevou o sarrafo para um nível quase inalcançável. Ao atingir a impressionante marca de 12,6 milhões de ouvintes mensais, o trapper carioca provou que sua estética e sua narrativa ressoam de forma única com a juventude brasileira.

Ele cresceu mais de 1,5 milhão de ouvintes em apenas trinta dias, um feito que o coloca em uma prateleira isolada. Essa dominância absoluta redefine o que esperamos de um artista de nicho que se tornou o mainstream absoluto, ditando tendências de moda, comportamento e, claro, sonoridade.

Logo atrás, L7nnon mantém a consistência que o transformou em uma das maiores marcas do rap brasileiro. Mesmo com uma leve oscilação negativa em relação ao mês anterior, fechando fevereiro com 9,4 milhões, o “L7” segura a medalha de prata com a autoridade de quem sabe transitar entre o trap e o lifestyle de luxo.

É interessante observar como o Rio de Janeiro continua sendo o epicentro gerador dos artistas mais ouvidos do Spotify. A dobradinha entre Oruam e L7nnon no topo reforça que a sonoridade carioca, com sua mistura de malandragem e batidas envolventes, ainda é o combustível principal das playlists de maior alcance no país.

Movimentações no Top 5 e o fôlego renovado dos veteranos

A grande movimentação da parte de cima da tabela ficou por conta de Filipe Ret. O fundador da NADAMAL escalou posições e assumiu o terceiro lugar com 9,28 milhões de ouvintes. Ret é o exemplo perfeito de longevidade em uma cena que descarta nomes com facilidade. Sua capacidade de se reinventar e colaborar com a nova geração garante que ele figure constantemente entre os artistas mais ouvidos do Spotify.

Colado nele, Veigh aparece na quarta posição, mas perdendo mais de 700 mil ouvintes em comparação a janeiro, fato que pode ser devido a não ter recente lançamentos.

Quem celebrou bons resultados em fevereiro foi Vulgo FK. O artista, que tem um dos timbres mais melódicos e distintos da cena, saltou para a quinta posição com 8,4 milhões de ouvintes. O crescimento de FK é um indicativo de que o público está buscando cada vez mais o equilíbrio entre a agressividade do trap e a suavidade do R&B.

Ele conseguiu ultrapassar nomes de peso como Orochi e Xamã, que embora tenham crescido em números absolutos, não tiveram o mesmo fôlego de subida. Essa dança das cadeiras mostra que o meio da tabela está em ebulição, com variações mínimas decidindo quem entra ou sai do disputado Top 5.

O retorno de MC Cabelinho e a zona de perigo para Matuê

Uma das notícias mais comentadas de fevereiro foi o retorno triunfal de MC Cabelinho ao grupo de elite. Após ficar de fora em janeiro, o “Little Hair” aproveitou a exposição do verão e possivelmente novos movimentos em sua carreira para retomar seu posto, ocupando a nona posição com 7,8 milhões de ouvintes.

Sua entrada forçou a saída definitiva de Bin do Top 10, um choque para quem acompanhava a liderança isolada que o artista possuía no final de 2025. A competitividade para figurar na lista dos artistas mais ouvidos do Spotify está tão alta que qualquer semana de inatividade pode custar milhões de execuções e posições valiosas no ranking nacional.

Na lanterna do Top 10, Matuê vive um momento de alerta. Com 7,7 milhões de ouvintes, o líder da 30PRAUM viu sua audiência encolher levemente pelo segundo mês consecutivo. Embora ainda seja uma das figuras mais influentes e respeitadas da cultura urbana, a falta de um álbum cheio ou de uma sequência de singles parece estar pesando na balança do streaming.

O público de trap é ávido por novidades e, em um cenário onde Oruam entrega conteúdo quase diariamente, o silêncio estratégico de Matuê pode estar se tornando arriscado demais para sua permanência entre os artistas mais ouvidos do Spotify nos próximos meses.

Perspectivas para o outono e a dinâmica de lançamentos

Com o fim do verão, a tendência é que o comportamento do consumidor mude sutilmente. Fevereiro consolidou Oruam como o maior fenômeno de massa que o rap já produziu em termos de métricas digitais, mas o mercado aguarda os próximos passos de nomes como KayBlack, que ocupa a oitava posição e busca retomar os dias de glória acima dos 9 milhões.

A volatilidade apresentada neste último relatório serve como um lembrete para todos os escritórios e gravadoras: o algoritmo não perdoa a falta de engajamento.

O que veremos em março provavelmente será uma tentativa de resposta dos artistas que perderam terreno. É esperado que novos projetos ganhem vida, tentando desbancar a hegemonia de Oruam ou, ao menos, diminuir a distância abismal que ele criou.

No momento, o ranking dos artistas mais ouvidos do Spotify reflete uma cena madura, profissionalizada e extremamente lucrativa, onde o talento musical precisa caminhar de mãos dadas com uma estratégia de marketing digital agressiva e uma conexão genuína com a realidade das ruas. O jogo está aberto, mas a coroa, por enquanto, parece muito bem fixada na cabeça do cria do Rio.

NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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