Justiça concede habeas corpus e Mc Poze e Ryan SP serão soltos

Justiça determina a soltura de Mc Poze e Ryan SP nesta quinta-feira. Ministro do STJ apontou erro no prazo da prisão temporária. Confira os detalhes.
Justiça concede habeas corpus e Mc Poze e Ryan SP serão soltos

O clima pesou na última semana, mas o jogo virou para o lado da música nesta quinta-feira. Depois de uma operação que parou a internet e colocou dois dos maiores nomes da cena urbana atrás das grades, a soltura de Mc Poze e Ryan SP foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça.

A decisão veio direto de Brasília e bota fim a uma custódia que, segundo o tribunal, já tinha passado do limite legal. Não foi uma canetada qualquer. O ministro Messod Azulay Neto foi direto ao ponto: houve uma falha técnica que tornou a prisão ilegal.

O nó da questão é matemático. Quando a Polícia Federal montou a Operação Narcofluxo no dia 15 de abril, o pedido era claro: cinco dias de prisão temporária para colher depoimentos e organizar as provas. Só que o juiz de primeira instância resolveu esticar a corda e deu 30 dias de canetada.

Esse tipo de manobra costuma travar na defesa, e foi o que aconteceu. O advogado Felipe Cassimiro bateu na tecla de que, se a própria polícia pediu cinco dias, manter os caras por um mês era um excesso que a lei não permite sem uma justificativa muito pesada.

O erro técnico que mudou o rumo da Narcofluxo

Como o prazo de cinco dias solicitado originalmente pela PF já venceu no dia 20, a manutenção da prisão virou um problema jurídico difícil de sustentar. Na prática, a soltura de Mc Poze e Ryan SP corrige um rito que atropelou as etapas do processo. O ministro relator do STJ não viu motivo para o grupo continuar detido enquanto a investigação caminha.

Para quem vive o dia a dia do rap e do funk, o impacto é gigante. Os artistas não são apenas cantores; eles gerenciam carreiras, empregam centenas de pessoas e ditam o ritmo do mercado fonográfico atual.

A decisão não limpa a ficha de ninguém ainda, mas devolve o direito de responder em liberdade. O efeito do habeas corpus também vale para os outros nomes que caíram na mesma rede, como Chrys Dias e Raphael Sousa, da Choquei.

A justiça entendeu que todos estavam no mesmo barco jurídico. Agora, a saída da delegacia deve acontecer nas próximas horas, assim que o papelório oficial bater na porta do sistema prisional. O mercado da música urbana respira, mas sabe que o radar das autoridades continua ligado.

O que esperar dos próximos passos da investigação

Mesmo com a soltura de Mc Poze e Ryan SP, a Operação Narcofluxo não parou. O foco da PF continua sendo as movimentações financeiras e a origem do patrimônio que ostentam nas redes. No rap e no funk, a linha entre o sucesso estrondoso e a desconfiança do Estado sempre foi muito tênue.

O que vimos na última semana foi o uso da força máxima contra figuras que são ídolos de uma geração. Agora, a briga sai das celas e vai para o campo das provas documentais e perícias bancárias.

Os artistas voltam para as ruas com um peso a mais nas costas. No mundo da música, esse tipo de episódio costuma virar letra de música e alimentar o hype, mas o buraco é mais embaixo.

O caso serviu para acender um alerta sobre como a cena lida com negócios paralelos, como sorteios e rifas, que estão na mira da justiça. O próximo capítulo dessa história será escrito com os artistas em casa, gravando seus sons, enquanto os advogados tentam provar que o dinheiro que entra é fruto de stream ou shows.

NARDONI

NARDONI

Carioca que não gosta de praia, apreciador de café e água com gáix, criador da RAP MÍDIA.

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